Depois de perder em Guimarães, onde merecia ter empatado, e ter empatado em Coimbra, onde merecia ter ganho, o Benfica recebeu o FCPorto em igualdade pontual. Talvez prisioneiro dos fantasmas da época passada, o Benfica entrou algo nervoso na partida e pior ficou com o golo madrugador de Hulk (aos 7’), o único dos 3 tentos portistas a que nada se pode apontar.Os homens de Jesus demoraram 20 minutos a reagir, até que Cardozo (aos 23’ de pé esquerdo fraco e à figura de Helton) e Aimar (aos 33’ de cabeça após cruzamento de Gaitan) deram claros sinais que o Benfica reagia a tal adversidade e tinha condições para inverter o rumo dos acontecimentos, o que conseguiria aos 41’ quando Takuara atirou fortíssimo, de canhota, restabelecendo a igualdade.
Animado pelo golo com que fechou o primeiro tempo, o Benfica demorou apenas 3 minutos na segunda parte para se adiantar, quando Cardozo, desta feita de cabeça, bisou e colocou o Benfica na liderança… do jogo e do campeonato. Na Luz (com mais de 58.000 espectadores), festejou-se esse minuto 48’ de forma agridoce: as águias haviam dado a volta ao marcador, mas perdiam, no lance, o motor de toda a sua manobra atacante Pablo Aimar.
Audaz e ambicioso, sentindo o estado anímico da sua equipa e do adversário, Jesus lançou no jogo Rodrigo (52’) para o lugar de “El Mago”, tentando manter o caudal ofensivo que permitisse chegar ao 3-1 e sentenciar o resultado do jogo. Do outro lado, o técnico azul abdicava de Rolando para lançar James (58’), curiosamente no mesmo minuto em que Nolito viu a mão de Maicon, na área azul e branca, cortar uma jogada individual de eminente perigo… nova grande penalidade por assinalar favorável aos encarnados.
Audaz e ambicioso, sentindo o estado anímico da sua equipa e do adversário, Jesus lançou no jogo Rodrigo (52’) para o lugar de “El Mago”, tentando manter o caudal ofensivo que permitisse chegar ao 3-1 e sentenciar o resultado do jogo. Do outro lado, o técnico azul abdicava de Rolando para lançar James (58’), curiosamente no mesmo minuto em que Nolito viu a mão de Maicon, na área azul e branca, cortar uma jogada individual de eminente perigo… nova grande penalidade por assinalar favorável aos encarnados.
O jogo estava intenso, vivo, competitivo e o Benfica estava em vantagem… mas faltava ainda aparecer decisivamente, em todo o seu esplendor, a sua principal figura: Cardozo? Hulk? Rodrigo? James? Não, Pedro Proença.
Eis que então, ao minuto 64, Witsel conduziu jogada atacante do Benfica e foi tocado no pé de apoio por Maicon, que o derrubou, na meia-lua da área de Helton. Bem colocado, Proença mandou seguir e o FCPorto construiu pela faixa central do terreno - onde o deveria estar o belga - o golo do 2-2.
A Luz assistia incrédula a nova arbitragem “habilidosa”, depois do escândalo que fora a arbitragem do jogo em Coimbra. Temia-se por essa altura, e com razão, o pior.
O jogo estava dividido e ambos os conjuntos tentavam fazer pela vida, até que aos 77’ Emerson (que havia visto um zeloso amarelo aos 63’ na sua primeira falta no jogo) perdeu um lance para Hulk a cerca de 40 metros da baliza de Artur, arriscou um corte, ao qual chegou atrasado, derrubando o adversário.
A Luz assistia incrédula a nova arbitragem “habilidosa”, depois do escândalo que fora a arbitragem do jogo em Coimbra. Temia-se por essa altura, e com razão, o pior.
O jogo estava dividido e ambos os conjuntos tentavam fazer pela vida, até que aos 77’ Emerson (que havia visto um zeloso amarelo aos 63’ na sua primeira falta no jogo) perdeu um lance para Hulk a cerca de 40 metros da baliza de Artur, arriscou um corte, ao qual chegou atrasado, derrubando o adversário.
Sem a mesma contemplação que teve para os “vermelhos directos” que se justificavam a Álvaro Pereira (aos 24’ por entrada “em tesoura” sobre Maxi) e a Djalma (pelo pontapé em Witsel, aos 29’, que isolado se preparava para entrar na area portista), bem como nos lances para grande penalidade e expulsão protagonizados por Janko (agarrão a Cardozo na área aos 41’) e Maicon (corte com a mão na sua área, aos 58’, em jogada de Nolito), Proença não hesitou e expulsou o lateral esquerdo do Benfica, à sua segunda falta, ferindo letalmente a águia.
O FCPorto percebeu a debilidade adversária, sentiu que as portas para a vitória lhe foram escancaradas e cresceu. Jesus sentiu que o empate poderia ser um mal menor e preparava-se para lançar Matic, em resposta à entrada (aos 86’) de Kleber para o lugar de Moutinho, quando a “VERDADE DA MENTIRA por Pedro Proença” atingiria o seu grande momento: James bateu um livre da direita e Maicon, em posição claramente irregular (como Otamendi), fez de cabeça o 2-3 e feriu mortalmente a verdade desportiva deste jogo e… provavelmente do campeonato.
A VERDADE é que para a história ficará a vitória dos portistas na Luz. A MENTIRA é todo o resultado deste clássico em si…adulterado desde o final da primeira parte com a má aplicação da lei da vantagem, até ao golo irregular que define o vencedor.
Entre a igualdade a dois golos – que manteria Benfica e FCPorto na liderança em absoluta igualdade entre si, remetendo o desempate para a diferença entre golos marcados e sofridos e potenciando 9 ultimas jornadas plenas de emoção – e a vitória batoteira portista por 2-3 (que vale em termos práticos quatro pontos), a diferença é imensa e pode ser crucial na determinação do Campeão.
Ao Benfica, que deixou de depender de si próprio, restará fazer o seu trabalho e acreditar que a miopia do assistente Ricardo Santos, com o beneplácito do habilidoso, vaidoso e “condicionado” Pedro Proença, não terá sido decisiva; bem como esperar que os jogos que restam por disputar (seus e de terceiros) não sejam adulterados de forma tão clara, quanto infeliz, como o que esta crónica relata.

Sem comentários:
Enviar um comentário