segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

S.L.Benfica 3 - V.Guimarães 0 13.02.2011 - 19ªJorn. 2010/11

Foi com um enorme recital de bom futebol que o Benfica recebeu e venceu o Vitória de Guimarães à 19ª Jornada da Liga.

Aos poucos que ousaram questionar a sua afirmação da véspera de “ser do Benfica o melhor futebol desta Liga” Jorge Jesus, e sua equipa, responderam com enorme exibição de futebol, carregada de intensidade competitiva, velocidade, rigor e muita (mesmo muita) criatividade.

Frente a um Guimarães que se apresentou na sua máxima força - e que ostentava, no seu “cartão de visita”, ter sido o único conjunto a bater o Glorioso na Luz na época de ouro 2009/2010 - o Benfica respondeu com o seu onze habitualmente titular (Coentrão regressou à lateral esquerda depois de cumprido castigo) sem olhar a possíveis poupanças de jogadores em risco de exclusão para o Derby de Alvalade.

Apresentando-se no seu habitual misto entre o 4x4x2 e o 4x3x3 - com Rui Miguel no apoio aos jogadores mais adiantados Edgar e Faouzi - o Vitória entrou bem na partida sendo seu o primeiro lance de efectivo perigo aos 5´num cruzamento a que Edgar respondeu oportunamente mas para fora. Seria contudo um mero fogacho e os vimaranenses só voltariam a causar sobressalto a Roberto por mais duas ocasiões: aos 73’ num cabeceamento de Targino e aos 84´num lance de Edgar que disparou para grande intervenção do guardião espanhol, titular do Campeão Nacional.

No demais da partida, os Vimaranenses viram-se perante um adversário demasiado forte e foi a custo, e com alguma dose de sorte, que evitaram copiosa derrota na Catedral, de onde saíram com um, muito lisonjeiro, resultado final de 3-0, que poderia ter sido, de facto, muito superior.

O Benfica abriria o marcador aos 23´, na marcação de um canto por Aimar a que Sidnei apareceu ao primeiro poste, portentoso e eficaz em noite de grande afirmação, para emendar forte de cabeça. Já antes de inaugurar o marcador havia o Benfica estado perto do golo por Luisão (15’), em noite de aniversário, de cabeça acelerar os batimentos cardíacos de Nilson e por Saviola (19’) a emendar um cruzamento, para boa intervenção do guardião brasileiro da equipa de cidade-berço. 

Com a abertura do marcador, entrou-se num período de fortíssimo ataque encarnado à baliza vimaranense, com diversas oportunidades que justificariam maior vantagem antes do intervalo. Aos 26’ Salvio passou, uma vez mais, por Bruno Teles (noite difícil para o lateral esquerdo de Guimarães) e ofereceu a Saviola que atirou a arrasar o poste direito. Nos 2 minutos seguintes Salvio (27’), servido por Cardozo na marcação de um livre, atirou colocado á base do poste direito de Nilson e, na jogada seguinte, Saviola (28’) atirou forte para grande intervenção do guardião do Vitória. Ainda antes do intervalo – e depois de inúmeros apontamentos de arte e criatividade – Gaitan (41’) atiraria forte à trave depois de grande arrancada de Maxi Pereira que num remate bem forte fez Nilson brilhar. O Benfica recolhia às cabines a vencer por 1-0, pairando no ar a clara sensação de ser pouco espólio para tanta oportunidade criada.

No recomeço da segunda metade Manuel Machado lançou Jorge Ribeiro (em detrimento de Rui Miguel e puxando João Ribeiro para a função de organizador do jogo atacante do Vitória) para tentar auxiliar Bruno Teles a fechar a asa direita do Benfica onde Salvio, Maxi e muitas vezes Saviola, combinavam em velocidade, tornando muito difícil a noite do lateral esquerdo vimaranense. 

Ainda se ajustavam os jogadores a esta nova realidade quando Sidnei (48’) faz um passe teleguiado de longa distância que é recepcionado em habilidade por Aimar que, num segundo toque, atira a contar para o segundo tento encarnado da noite.

Até ao final da partida o Campeão Nacional continuou com enorme recital de bem jogar futebol. Saviola, à passagem do minuto 70 viu ser (mal) anulado um golo seu perfeitamente legal e Cardozo, cinco minutos depois, falhou a marcação de uma grande penalidade cometida por João Alves. 

Ao fechar do pano, Jorge Jesus permitiu aos quase 55.000 espectadores presentes na Luz cantarem os Parabéns a Luisão, sendo de Carlos Martins (“a la Cantona”) a cereja no topo desse bolo, com um chapéu de primorosa execução (90’+4’) a fechar o resultado final da partida em 3-0.

Em resumo, foi uma vitória clara (a 16ª consecutiva) do Benfica que apesar de ter sido por números esclarecedores pecou por escassa, sendo um daqueles casos em que a EXCELENTE exibição suplantou o OPTIMO resultado.