terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O Clássico de 6ªfeira e as 3 Maldições encarnadas

Para lá de um adversário forte que, por uma razão ou outra (…), anulou em duas jornadas uma desvantagem de 5 pontos; para lá de um passado recente de confrontos entre S.L.Benfica (“SLB”) e F.C.Porto (“FCP”) no último terço da temporada transacta que psicologicamente favorecerá – é incontornável – os comandados de Vitor Pereira; e para lá de uma série de três partidas sem vencer (depois de 11 vitórias consecutivas) e duas sem marcar golos (coisa que fez durante 37 partidas oficiais consecutivas); a equipa de Jorge Jesus vai tentar esta 6ªfeira por termo a um (curto) ciclo menos positivo e a  3 “maldições”...



A primeira, puro folclore, foi revelada ontem pelo “bruxo de Fafe” Fernando Nogueira, que garantiu que o Benfica está a ser alvo de “forças satânicas” por uma alegada mulher que vive no Alto Minho… Vencendo e assegurando avanço de 3 pontos sobre o segundo e (potencialmente) terceiro classificados, o Benfica pode colocar-se em boa posição para contrariar…o Demo. Entre as hostes encarnadas, teme-se que o Demo - mais do que “criar mau balneário” com “fotos dos jogadores e do técnico em alguidares” - exerça os seus poderes maléficos nomeando um dos figurantes de serviço que faltam depois do desfile de “notáveis” das últimas 4 jornadas (Rui Costa em Santa Maria da Feira; Jorge Sousa na recepção ao Nacional… e aquele alegado penalty do Emerson; Xistra em Guimarães e Hugo Miguel em Coimbra), a escolher (com igual resultado) entre: Benquerença ou Proença.

A segunda maldição, mais séria, é a “maldição de Javi Garcia”, que dá conta que em 4 partidas que o possante médio espanhol não actuou a equipa não venceu (tendo mesmo perdido nos Barreiros para a Taça, em São Petersburgo e em Guimarães). O espanhol foi igualmente poupado em Coimbra na última jornada, quando já estaria em condições físicas de actuar, numa opção (arriscada) que acabou, uma vez mais, por confirmar esta maldição… A titularidade de Javi parece, no cenário actual, essencial para que o Benfica possa apresentar o seu melhor 11, mas restará saber com que ritmo competitivo e intensidade conseguirá o médio impor o seu futebol e a sua presença em zona tão determinante do terreno jogo, tão vital para o sucesso da sua equipa. 

Finalmente, a equipa de Jesus terá ainda de enfrentar uma terceira maldição: a “maldita capicua”, tão penalizadora quanto desejada. Depois de Jorge Jesus ter celebrado a 100ª vitória ao serviço do SLB no jogo da 18ª jornada, na recepção ao Nacional da Madeira em que a equipa bateu (e goleou) o seu opositor por contundentes 4-1 - em partida de “elevada nota artística em termos ofensivos” - não mais o Benfica saboreou a sensação de vitória. A capicua 101, tão desejada pela nação benfiquista, fugiu em São Petersburgo (seria a 22ª vitória na Europa com Jesus ao leme), tal como em Guimarães e Coimbra (seria a 60ª de Jesus na Liga ao serviços dos encarnados).

Vencendo na 6ªfeira, com Javi Garcia, Jorge Jesus e o Benfica recuperam a liderança isolada da Liga, fazem a capicua 101, aniquilam as maldições e dão uma inequívoca prova de força e competitividade de que são feitos os Campeões, apresentando aparente imunidade às (múltiplas e alegadas) actividades satânicas que sopram do Norte… nem todas elas materializadas em alguidares, teme-se.

O empate a zero, ou a um golo, será um mal menor, pois ainda que signifique manter a igualdade pontual com o FCP (e vantagem no confronto directo em função do 2-2 no Dragão à 6ªJornada), pode representar que o S.C.Braga – a fazer temporada notável e a respirar saúde (9 vitórias consecutivas na Liga e 12 nas provas nacionais) - fique a um modesto ponto de ambos, num campeonato a três como há muito não se via e onde, recorde-se, apenas os dois primeiros têm acesso directo à milionária Liga dos Campeões (com tudo o que isso representa nos orçamentos para 2012/13).

Perdendo, tudo se complica… mas não definitivamente para Águias ou Dragões. Depois desta 21ªJornada ficarão a faltar 9 jogos e alguns confrontos directos (entre outras deslocações que podem sempre “potenciar asneira” para qualquer um dos três efectivos candidatos ao titulo por esta altura) como:

  • Jornada 25 S.L.Benfica - S.C.Braga
  • Jornada 26 Sporting C.P - S.L.Benfica
  • Jornada 26 S.C.Braga - F.C.Porto
  • Jornada 29 F.C.Porto - Sporting C.P.
  • Jornada 30 S.C.Portugal - S.C.Braga
  
Este clássico de 6ªfeira é pois um jogo de tudo ou nada… um jogo de nervos onde quem errar menos durante o jogo vence e, sobretudo, onde quem inventar menos na hora de montar a equipa e a estratégia terá maiores condições de gritar Vitória.

Quem vencer, mais do que três pontos, sobrepõe-se animicamente a quem sair derrotado da contenda...e a 9 jogos do final da prova, tal tónico não deve ser ignorado. Mais, se recordarmos que a 21 de Março se jogará novo confronto entre ambos, no mesmo palco, nas meias-finais da Taça da Liga, prova que ambos quererão vencer e somar ao respectivo palmarés.

Que seja pois um Duelo de Titãs entre 11 homens de cada lado, liderados por 2 técnicos portugueses e apitado por trio de arbitragem idóneo e competente - que honre e promova a Liga, o futebol e a arbitragem Portuguesas, bastando para tal que todos exerçam a sua função à altura do que se lhes exige.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Como as convocatórias para os particulares das Selecções lesam os Clubes

POR: Tiago Fonseca Marques 

Aproveitando estes últimos desentendimentos entre clubes e federações de futebol, vide Sport Lisboa e Benfica e Federação Portuguesa de Futebol, devido aos compromissos amigáveis das selecções nacionais em datas escolhidas pela FIFA, proponho-me a reflectir sobre o poder de cada uma destas instituições (clube e selecção) sobre cada jogador.

Estando S.L.Benfica (“SLB”) e F.C.Porto (FCP) em vésperas de se encontrarem num clássico fundamental para atingirem o titulo de campeão nacional, é normal que não se queiram ver privados das suas peças fundamentais num momento decisivo. Embora não se sinta, através dos orgãos de comunicação social, uma grande aflição por parte dos representantes dos Dragões, certamente que Vitor Pereira se estará a debater com dúvidas para montar a melhor equipa possivel para o clássico do dia 2 de Março (Sexta-feira) às 20:15 (relato na Benfica TV ou visionamento na Sport tv).

Para a Selecção Nacional foram convocados: Rolando, João Moutinho e Varela do lado do FCP; Eduardo e Nélson Olveira do lado do SLB. Neste caso específico é o FCP quem pode ter mais queixas pois tem 2 ou 3 habituais titulares (dúvida Varela) a defender a Selecção das quinas, já o SLB tem o seu guarda-redes suplente Eduardo e um dos seus pontas-de-lança Nélson Oliveira (voltaremos ao tema da sua inclusão na convocatória de Paulo Bento num “post” especifico) que pode ser “substituido” por Cardozo (não convocado para a selecção do Paraguai), Saviola ou Rodrigo.

Põe-se então em causa se será a selecção treinada por Paulo Bento a causadora de tanto debate, o que efectivamente não me parece ser o caso. A questão principal é que ambos os clubes têm jogadores de grande valor e de grande qualidade, já que ambos os planteis estão bem recheados de internacionais de várias nações. De forma a resumir este artigo aqui ficam os convocados de SLB e FCP para os jogos de selecção:

S.L. BENFICA:
·        Eduardo e Nélson Oliveira (Portugal)
·        Mika, André Almeida e Luis Martins (Portugal - Sub-21)
·        Luisão (Brasil)
·        Maxi Pereira (Uruguai)
·        Garay (Argentina)
·        Witsel (Bélgica)
·        Rodrigo (Espanha – Sub-23)

F.C. PORTO:
·        Rolando, Moutinho e Varela (Portugal)
·        Hulk e Alex Sandro (Brasil)
·        Defour (Bélgica)
·        Cristian Rodriguez (Uruguai)
·        Mark Janko (Austria)
·        James Rodriguez (Colombia)

Tudo parece equilibrado sendo o caso do colombiano do FCP o mais crítico pois vai jogar em Miami e não foi dispensado pelo seu seleccionador.

Mas o problema destas convocatórias não se esgota no impacto que terá no clássico, já que o SLB disputará, 4 dias após este encontro, a segunda-mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões, podendo a sobrecarga que estes compromissos das selecções acarretam, ser claramente prejudicial para a competitividade do 11 de Jorge Jesus na Liga Milionária.

Tal como outros clubes, excluindo o Zenit por não ter competição interna, que se mantém na prova milionária, também o SLB terá de gerir o esforço dos seus atletas de forma a disputar estas duas “finais”.

O que nos leva então ao ponto fulcral da questão: não deveriam os clubes poder gerir as chamadas às selecções dos seus atletas aquando de jogos de carácter meramente particular? No meu entender SIM, e pelo somatório de razões tão simples quanto: é o clube quem “detém” o passe de um jogador e é o clube quem lhe paga o salário, pelo que são as cores da instituição que o jogador representa quem mais tem a perder com estes jogos de teste.

Não se questiona a necessidade de jogos particulares e de preparação, contudo pode ser perigoso deixar ao livre arbítrio e bom senso dos Seleccionadores Nacionais ponderar numa fase inicial a chamada de um jogador e, caso o chame, o seu tempo de utilização.

Bem ou mal, com ou sem azar, o risco de ocorrerem lesões durante os treinos e, principalmente, durante os jogos é real… e aí não há tempo para recuperar o jogador e adivinhem quem saiu a perder com a situação… o clube e o próprio jogador.

Querendo aqui deixar clara a minha posição geral e não defendendo uma cor, creio que os treinadores de clube deviam poder dar instruções aos seleccionadores do limite aceitável de tempo de utilização ou, em caso pontual de um calendário exigente, as respectivas SAD deveriam ter a autoridade de vetar a ida de um jogador à selecção a propósito de um jogo particular. Sem clubes não há quem forme jogadores para actuarem nas selecções nacionais, não há competições, nem há industria do futebol…e não o contrário.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

ACADEMICA - S.L.BENFICA - 2OªJornada - A ANTEVISÃO

No rescaldo da primeira derrota na Liga 2011/12, à 19ªJornada em Guimarães – interrompendo a série de 8 vitórias consecutivas na prova e pondo termo a notável registo de 37 jogos oficiais consecutivos a marcar – e na antecâmara do decisivo (pontual e animicamente) clássico S.L.Benfica x F.C.Porto e da milionária recepção ao Zenit (onde terá de corrigir o desaire de 3-2 trazido de São Petersburgo) o Benfica visita a Académica, apurada com absoluto mérito para a Final da Taça de Portugal desta temporada.


Não podendo ceder qualquer ponto se quiser receber o F.C.Porto em vantagem pontual, o Benfica está obrigado a vencer no Municipal de Coimbra onde o S.C.Braga (0-0 na 9ª Jornada) e o Sporting (1-1 na 13ª Jornada) não passaram e onde o F.C.Porto foi “esmagado” por 3-0, em Novembro, em partida que o eliminou da Taça de Portugal, tendo Pedro Emanuel e o seu grupo devolvido os 0-3 com que o F.C.Porto havia brindado a Académica em partida da 7ª Jornada.

Em 10º lugar na tabela classificativa e a 5 pontos de distância da “linha-de-água”, a Briosa venceu apenas 1 dos últimos 13 jogos - vitória em Olhão por 0-2 - e está há 7 jogos sem vencer já que depois dessa vitória registou 3 derrotas e 4 empates, tendo sido goleada por esclarecedores 4-1 na Choupana na última jornada.



Especificamente a jogar em casa, na Liga, depois de 3 vitórias consecutivas (Jornadas 2, 4 e 6), a Briosa entrou num registo consistente de "derrota-empate-derrota-empate", não vencendo desde que goleou, na 6ª Jornada em Setembro, o Feirense por 4-0, sendo estes os seus 4 últimos registos caseiros: 
  • Jornada 18 DERROTA Académica 0 Gil Vicente 2
  • Jornada 16 EMPATE Académica 0 U.Leiria 0
  • Jornada 15 DERROTA Académica 0 Vit.Guimarães 2
  • Jornada 13 EMPATE Académica 1 Sporting 1
 
Na equipa de Jorge Jesus - e porque este normalmente resiste à tentação de poupar jogadores em risco de suspensão (caso de EMERSON que se for amarelado em Coimbra não recebrá o F.C.Porto) - apenas serão de esperar: o regresso de JAVI à sua posição, após debelada a lesão; o provavel regresso de WITSEL à titularidade (depois de Guimarães ter revelado, uma vez mais, o equilibrio que confere à equipa...); e a eleição de JARDEL para o eixo da defesa ao lado de GARAY, por castigo de LUISÃO que viu o 5º Amarelo na última jornada.


Também na equipa de Pedro Emanuel – que terá neste encontro oportunidade simultânea para injectar nova moral nos seus comandados e compensar o “seu” F.C.Porto pela desfeita na Taça de Portugal – não serão de esperar grandes alterações em relação ao que tem sido o seu “11 base” que serve o seu sistema habitual de 4 x 3 x 3.

Tendo em conta as ausências dos senegaleses ABDOULAYE (central expulso na Choupana) e PAPE SOW (trinco que viu 5º amarelo na Liga), que cumprirão castigo, e o processo disciplinar (ainda) em curso do avançado guineense EDER (que ocorreu depois de uma abortada transferência no mercado de inverno), o 11 a apresentar por Pedro Emanuel, à data a que escrevo (4ªfeira – 22Fevereiro), não deverá andar longe do seguinte (conforme ilustra o grafismo):
Na baliza o francês PEISER deve manter a titularidade, fruto da consistência das suas exibições plenas de destreza e concentração, ele que é totalista da equipa, tendo realizado os 90 minutos das 19 partidas já jogadas na Liga. 

O mesmo acontecerá, estou em crer, nas laterais da defesa onde os portugueses HELDER CABRAL e CEDRIC têm sido preponderantes. Na esquerda, HELDER CABRAL assume muitas vezes um importante papel ofensivo, integrando-se muito bem, subindo a preceito e, não raras vezes com exuberância, sempre pela esquerda. Também CEDRIC, quando quer (ou pode...) consegue ser bastante vibrante, subindo sempre em velocidade pelo corredor direito, ao que junta a arte de cruzar tenso e alia a forte pontapé de meia distância. A defender são ambos nuito compenetrados e abnegados, sendo dificeis de bater em velocidade, o que deixa antever interessantes duelos com Gaitan e Nolito.


As dúvidas no centro da defesa – fruto da ausência forçada de ABDOULAYE - prendem-se, sobretudo, em identificar quem deverá acompanhar (o adaptado à posição) FLAVIO FERREIRA: se JOÃO REAL retoma a titularidade, que já foi sua entre as jornadas 4 e 11, ou se o jovem técnico português lançará um dos reforços de inverno, o camaronês MVOM ou o brasileiro REINER, já que o experiente ORLANDO se mantem indisponivel por lesão.

No meio campo, o tridente que mais tem sido utilizado é composto por DIOGO MELO, ao centro e mais recuado, sempre cirurgico nas transicções, e os médios interiores HUGO MORAIS, na esquerda, e ADRIEN SILVA, na direita, o segundo jogador do plantel com mais minutos nesta Liga e segundo com mais golos (4) apontados (em igualdade com HELDER CABRAL). Destes homens domeo campo, ADRIEN é claramenteo "maestro", a unidade que normalmente pensa e comanda, superiormente, o jogo da equipa, palmilhando quilometros, sendo HUGO MORAIS, médio de muito nervo e raça (excelente nos passes longos), quem habitualmente o substitui nesse papel, quando em dia menos bom ou se estiver tacticamente mais preso a acções concretas de marcação sobre algum adversário que importe anular.


Caso entenda, Pedro Emanuel pode manter FLAVIO na sua posição original de médio mais defensivo, onde é um trinco pendular - implicará estrear uma dupla de centrais neste jogo - bem como chamar a jogo outros dois médios  que têm sido utilizados com alguma regularidade: DAVID SIMÃO, que reforçou a Briosa na reabertura do mercado, pela esquerda, ou o brasileiro DANILO, de muito bom toque de bola,correcta leitura de jogo e muito acerto nos passes, pela direita (titular na 1ª volta na Luz, tendo apontado o golo da Briosa que reduziu na altura o jogo para 2-1... acabaria 4-1).

Na frente de ataque, parecem intocáveis neste momento DIOGO VALENTE, na esquerda, e MARINHO, na direita (que muito beneficiou da saída do costa-marfinense SISSOKO para o Wolfsburgo da Alemanha). Enquanto o primeiro é um ágil esquerdino à moda antiga (procura à linha de fundo dando profundidade ao seu ataque), que joga um futebol de intensidade moderno (quando pode subir, fá-lo com perigo, quando não pode tenta ajudar o lateral a fechar a asa esquerda), o segundo é de uma energia contagiante, sendo um autêntico desequilibrador que procura as diagonais, pelo menos enquanto tem capacidade fisica para tal, o que raramente acontece em 90 minutos de jogo. São opções para os seus lugares o brasileiro SAULO (ex-Rio Ave) e o português RUI MIGUEL (regressado a Portugal depois de 4 anos fora entre o campeonato Bulgaro e Escocês), respectivamente.

Na frente de ataque, o homem-golo (tem 7 golos marcados na Liga) desta formação – EDER – tem treinado à parte do plantel por estar envolto num processo disciplinar que terá tido base numa alegada transferência abortada no mercado de inverno. A eventual não utilização deste explosivo e esforçado jogador, de processos rápidos e simples, abrirá as portas da titularidade para o internacional "A" português, cedido pelo Málaga, EDINHO. Também o brasileiro FÁBIO LUÍS, muito bom a segurar a bola de costas para a baliza enquanto espera por apoios dos alas, espreita a oportunidade de jogar partida tão especial.

Na hora de escolher o 11 titular, certamente que o pensamento táctico de Pedro Emanuel não será muito diferente daquele com que abordou os jogos em casa com o actual campeão nacional: manter, tanto quanto puder, o nulo e sair, sempre que conseguir, rápido para o contra-ataque.

Não será de estranhar que essa estratégia o faça mudar o habitual desenho do seu triângulo a meio-campo e ao invés do seu habitual 1x2 (um só pivot), surja em 2x1 (duplo pivot), caso em que a DIOGO MELO se poderá juntar FLÁVIO (se não for central adaptado na partida), HUGO MORAIS ou DAVID SIMÃO, libertando ADRIEN para, entre linhas, armar o jogo e aparecer muitas vezes nas costas do homem mais avançado, como sabe e gosta de fazer.

Relativamente à colocação da bola nos extremos, a velocidade de MARINHO e a intensidade de DIOGO VALENTE serão as apostas naturais de Pedro Emanuel, sobretudo pela esquerda onde HELDER CABRAL combina muito bem com DIOGO VALENTE, sendo uma dupla que nas últimas partidas tem conseguindo furar as defensivas adversárias com evidente naturalidade.

É minha convicção, nesta data, que Pedro Emanuel introduzirá, nesta partida, esta alteração do ADN táctico da equipa do "pivot único" para um "duplo pivot", já que o mesmo – mantendo o 4x3x3 – confere à equipa um equilíbrio defensivo que o desenho com um único pivot não dá, sobretudo porque os seus extremos revelam alguma dificuldade, no momento da perda de bola, para recuar e se assumir como um quarto médio, o que pode ser fundamental tendo também em consideração a forma como o seu opositor de sábado ataca: futebol apoiado, de passe curto e sempre em velocidade e triangulações em progressão ofensiva.

Certo é que o Benfica visita a Académica partindo como natural favorito, sendo tão maiores os seus atributos e qualidade, comparado ao seu adversário, quanto a sua pressão: pela primeira vez em várias jornadas o Benfica joga sabendo que um deslize lhe pode custar a liderança da Liga e, em véspera de clássico, terá neste jogo muito mais a perder do que o seu opositor. Atributos mais do que suficientes para uma boa partida de futebol, onde o lider terá certamente que suar para vencer, a exemplo aliás do que ocorreu na temporada passada em que venceu em Coimbra por 1-0 (golo de Saviola aos 18').

Ryan Giggs pode fazer hoje o 900º jogo oficial pelo M.United

Aos 38 anos, e acabado de renovar por mais um ano com o "seu" United, o galês Ryan Giggs pode hoje chegar - caso nele aposte Alex Ferguson no confronto desta noite frente ao Ajax a contar para a Liga Europa - ao 900º jogo oficial com a camisola do Manchester United.

Uma marca extraordinária do jogador com mais títulos na história do futebol inglês, ao longo de uma carreira impar de 21 anos, a qual merece o absoluto respeito de todos os amantes do desporto Rei.

Nos videos infra a minha singela homenagem a este atleta, recordando uma carreira de muitas e fantásticas vitórias, que lhe conferem já a imortalidade em Old Trafford e no Planeta Futebol.











O Maior da semana para:
Afonso Melo (Nico Gaitan) e Sérgio Berenguer (Ryan Giggs)

BenficaTV em Old Trafford

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ZENIT - S.L.Benfica - 1ªMão 1/8 Final - A ANTEVISÃO

Caso elimine o ZENIT de S.Petersburgo nos oitavos de final da Champions League 2011/2012, o Sport Lisboa e Benfica consegue - para lá dos 3,3 milhões de Euros que elevam a fasquia das receitas amealhadas nesta competição, esta época, para muito perto dos 20 milhões de euros - colocar-se entre a elite das 8 melhores equipas da Europa. Em baixo partilho um excerto do programa RELATÓRIO & CONTRAS (propriedade da Benfica TV) de ontem, 12 de Fevereiro de 2012, onde se disseca aquilo que poderão ser os 11 a apresentar pelo italiano Luciano Spalletti e por Jorge Jesus, e quais deverão ser as formas de actuar dos dois conjuntos.

ANTEVISÃO DO ZENIT-SLB: o video  ("Click" no link)
















Os efeitos, no Sporting, da saída de Domingos Paciência

O "estranho" afastamento de Domingos Paciência pelo Sporting é - competições europeias à parte - o assunto do momento da bola indigena.
A cronologia do tema é, em si, um "disparate pegado", revelador de algum desnorte e de muita informação e contra-informação. Vejamos:

DOMINGO: Voto de total confiança da Sporting SAD em Domingos Paciência;
 
2ªFEIRA: Domingos demitido (ainda sem acordo para rescisão) por fracos resultados (muito aquém do investimento) e Sá Pinto nomeado novo treinador (até Junho 2013)!
 
3ªFEIRA: circula nos orgãos de informação que Domingos (afinal) terá sido afastado pela Sporting SAD por alegadas reuniões que terá tido com altos dirigentes do FCPorto (verdade ou fuga desesperada da SAD verde, via justa causa, ao pagamento dos demais anos de contrato de Paciência?) 
Vocês não sei... mas eu confesso algum interesse em saber que nova versão vai circular pelos "media" amanhã.... ou ainda esta tarde.

Recordando-vos que premonitóriamente havia já alertado para o "Sonho do menino Dragão" no meu "post" de 8 de Fevereiro:
deixo-vos agora um artigo escrito pelo meu amigo Tiago Marques, no qual faz a sua leitura deste assunto.


POR: Tiago Fonseca Marques

Domingos Paciência foi ontem afastado do cargo de treinador principal do Sporting Clube de Portugal, sendo substituido por Sá Pinto, apelidado entre os seus por Sá "Coração de Leão".

Convém recordar que a expressão "Coração de Leão" vem dos tempos do Rei Ricardo I de Inglaterra que liderou a terceira cruzada gastando todo o ouro amealhado pelo pai, como o Sporting já está em falência técnica não deve haver esse perigo.

Mas será que Domingos Paciência teve uma época tão negativa que justificase a sua saida? Com um total de 35 jogos como treinador dos leões, Domingos ganhou 19 partidas, empatou 9 e perdeu as restantes 7. A nivel ofensivo o Sporting de Domingos marcou 55 golos e sofreu 27. É verdade que 2012 foi o ano de declinio de um treinador que veio de Braga com um curriculo brilhante mas, aparentemente, tal trabalho feito durante 2 anos no clube minhoto não foi suficiente para segurar o treinador na cadeira leonina.

Erro de gestão desportiva? O tempo se encarregará de dizer se sim ou não... Relembre-se contudo que são muitos os casos de treinadores que passaram por momentos de maior stress, devido aos resultados desportivos, mas cujos clubes que os mantiveram em funções, lograram mais cedo ou mais tarde, dar a volta por cima. Um exemplo claro disso foi Jorge Jesus na época passada mas há outros grandes treinadores que passaram, ou passam, por isso cmo Arsene Wenger, por exemplo.

Será que é com esta alteração que o Sporting vai lutar pelos lugares mais altos? Dúvido. O problema do Sporting, do meu ponto de vista, está na restruturação que Godinho Lopes e restante corpo de dirigentes quis implementar esta época.

O Sporting estava estruturado e habituado, a nível táctico, num 4-4-2 similar ao que Jorge Jesus implementou no Benfica... Com a chegada de Domingos o clube de Alvalade passou a jogar num 4-3-3 igual ao que era, e é, utilizado em Braga.

Depois de anos a ouvir Paulo Bento e os que se lhe seguiram a reclamar por reforços, disso não se pode queixar Domingos que viu chegaram a Alvalade reforços de qualidade - Rinaudo, Schars, Van Wolfswinkel, Onyewu, Insua, entre outros - mas que ainda assim se revelaram insuficientes para garantir um 11 regular...

A que se deveram estas dúvidas e essa performance pouco consistente? Essencialmente a lesões constantes e a problemas disciplinares a mais no balneário do Sporting, em que Domingos parece nunca ter tido pulso. A disciplina, ou falta dela, teve como caso mais visivel recente o "caso Bojinov", mas lembre-se, ainda no tempo de Paulo Bento, o caso Miguel Veloso ou até mesmo a venda de João Moutinho a preço de saldo para o rival F.C.Porto.

Em suma, a grande questão por responder será se Sá Pinto "Coração de Leão" virá resolver os problemas do balneário verde e branco? O Sá Pinto? O mesmo que alegadamente deu um murro a Liedson? O mesmo que, sempre polémico, se rebeliou contra (e agrediu) um Seleccionador Nacional? Não acredito.

Dizia-se há uns tempos atrás que o Benfica era um cemitério de treinadores... compareme-lo então com o Sporting. Desde a época 1981/82, ano em que o Sporting se sagrou campeão, passaram 35 treinadores por Alvalade sendo que apenas 2 conseguiram acabar duas épocas consecutivas, Lazlo Boloni actual treinador do PAOK de Salónica e Paulo Bento actual Seleccionador Nacional. Fora estas excepções, foram vários os treinadores como Manuel José, Marinho Peres, Sir Bobby Robson, Fernando Santos, que apenas conseguiram ficar um ano ao leme do futebol profissional leonino.

Num clube que já chegou a ter 4 treinadores numa época dará para desenvolver algum trabalho que fique para quem se lhes segue? O trabalho de Paulo Bento devia ser a base do Sporting. Aí está um treinador que, dentro das limitações que sabia que o clube tinha, conseguiu moldar uma equipa e mostrar serviço, trabalho esse que não foi aproveitado pelos seus sucessores.

O futuro dirá se Sá Pinto é o treinador que o Sporting precisa mas, como já tive oportunidade de escrever, não me parece que o afastamento de Domingos, que ainda antes de ontem não tinha o lugar em risco, e que a entrada de alguém como Sá Pinto venha trazer estabilidade ao Sporting, ainda por cima tão perto de um jogo decisivo como o da Liga Europa na próxima quinta-feira contra os Polacos do Legia de Varsóvia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

RELATÓRIO & CONTRAS de 13 Fevereiro 2012: o "caso" Domingos

OS CANDIDATOS AO TITULO À 18ª JORNADA E A "ESTRANHA" SAÍDA DE DOMINGOS DO SPORTING


Para quem não perceber a alusão ao termo "Menino Dragão" recordo o meu Post de 8 de Fevereiro:



RELATÓRIO & CONTRAS de 13 Fevereiro 2012: Os Maiores da Semana e o 11 da Semana

OS MAIORES DA SEMANA e o 11 DA SEMANA (6 a 12 Fevereiro)


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

S.L.Benfica - Nacional da Madeira - 18ª Jornada - A ANTEVISÃO



Que NACIONAL DA MADEIRA apresentará Pedro Caixinha na Luz?



Sem poder contar com 4 habituais titulares:

> O guarda-redes VLADAN e o avançado RONDON por motivos disciplinares; e
> Os médio MORENO e ANDRÉS MADRID, ambos por leão muscular;

e por força de visitar o reduto do lider da ZON SAGRES - que regista uma série de 10 vitórias consecutivas e tem um percurso imaculado de 9 vitórias em outros tantos jogos para o campeonato em sua casa - será natural que Pedro Caixinha altere o seu habitual 4x2x3x1 (em que MORENO e ANDRES MADRID costumam compor um duplo-pivot que equilibra a equipa) para um 4x3x3 de muita mobilidade no ataque, com DIEGO BARCELOS (pela esquerda), CANDEIAS (pela direita) e MATEUS (na frente).

Neste trio mais adiantado, o Brasileiro personifica o primor técnico, a elegante condução de bola e percepção de espaços e posicionamento dos seus colegas e adversários... ele que normalmente é o homem que actua no centro, atrás do ponta-de-lança RONDON quando em 4x2x3x1, mas que em 4x3x3 cai preferencialmente para a esquerda. Na direita, a velocidade e espontaneidade de drible e de remate do Português são garante de muito trabalho para o lateral esquerdo da equipa de Jorge Jesus. Como homem mais adiantado, o Angolano aporta à equipa a explosão e acutilancia atacante que cria sempre muitas dificuldades aos adversários. Muito veloz e fisicamente possante é um atacante de respeito que consegue introduzir no jogo mudanças de velocidade desconcertantes.

Sabendo que Jorge Jesus está obrigado a improvisar na lateral direita (ANDRÉ ALMEIDA ou MIGUEL VITOR renderão o castigado MAXI PEREIRA) é bem possivel que Caixinha promova durante a partida a troca dos seus extremos tentando tirar partido de menores rotinas do jogador que o tecnico do Benfica venha a eleger para substituir o Uruguaio Campeão Sul-Americano.

Atrás deste trio de ataque, e nas ausências de MORENO e ANDRES MADRID (lesionados) e MIHELIC (ele que fora titular na recepção ao Benfica na 3ª Jornada), será de esperar as presenças certas do Sérvio TODOROVIC, na posição de médio centro de caracteristicas mais defensivas, e do Esloveno SKOLNIK a evoluir pela esquerda. Já para a direita serão maiores as dúvidas de Caixinha, ele que deverá ter no Esloveno PECNIK ou nos Brasileiros LUCIANO ou ELIZEU as mais prováveis possibilidades para a titularidade.

Em alternativa, o Nacional da Madeira poderá ainda apresentar-se, quando na posse de bola, em 4x4x2 com MATEUSe KEITA (ou OLIVER) na frente, servidos por um meio campo composto por SKOLNIK (na esquerda), CANDEIAS (na direita) e TODOROVIC e DIEGO BARCELOS pelo meio, com o Sérvio mais recuado e o Brasileiro mais adiantado em losango. No momento de recuperação de bola, MATEUS ou KEITA/OLIVER, recuam para formar um 4x5x1.

Favoritismo total para a equipa da casa que não deve contudo esquecer o susto pelo qual passou na ultima visita dos insulares à Luz quando de um confortável 3-0 aos 51' se viu, de repente, num perigoso 3-2 aos 85', sendo o suspense imenso até ao minuto 89 em que FRANCO JARA fechou a contenda apontado o 4-2 final.
                       

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DOMINGOS: a Liga, a Taça da Liga, a Choupana… e o sonho do “menino Dragão”


Depois de uma (…) época desastrosa, a nação sportinguista voltou a sorrir, nesta temporada 2011/12, quando obteve uma boa série de vitórias consecutivas e esteve a um ponto dos lideres da Liga ZON Sagres.
A verdade porém, nua e crua, é que esse balão de verde esperança perdeu entretanto todo o gás e esse mesmo Sporting está em eminente risco de não fechar a temporada sequer no 3º lugar (importante pelo acesso que dá à pré-eliminatória da Liga dos Campeões) o qual disputa com um fortíssimo Sporting de Braga, sendo que caso perca nos Barreiros, no próximo sábado, é inclusivamente ultrapassado (ainda que em igualdade de pontos) pelo Marítimo de Pedro Martins (com quem já perdeu, em Alvalade, na 1ª volta).
A uma muito modesta primeira volta da Liga, o Sporting somou uma desastrosa campanha na Taça da Liga onde depois de se deslocar a Vila do Conde recebeu em casa Moreirense (empate) e Gil Vicente (derrota), e ainda assim não registou um único triunfo, falhando com inegável estrondo as meias-finais da competição.
Ainda que continue em prova na Liga Europa, nenhum sportinguista acreditará que a conquista desta prova seja uma real possibilidade pelo que o jogo desta noite assume extraordinária importância para o clube de Alvalade, já que em causa está a possibilidade de marcar presença na final do Jamor e discutir com a briosa Académica, a possibilidade de conquistar um troféu esta época, a Taça de Portugal 2011/12.
Domingos Paciência assumiu a pressão do momento e elegeu a conquista da Taça de Portugal como o máximo objectivo da temporada.
Percebo que os clubes vivam de títulos e que mais uma Taça de Portugal enriqueça o currículo do Sporting (e já agora do próprio Domingos que já foi Vice-Campeão, Vice-Vencedor da Taça da Liga… mas sempre “Vice”) mas olhando para a realidade do clube de Godinho Lopes, custa perceber que a Taça de Portugal (que até perde para a Taça da Liga em termos de prémios) seja mais importante que o garantir do 3º Lugar e o consequente acesso à pré-eliminatória da Champions League num clube que - se sabe agora o que já se desconfia faz tempo – está em falência técnica, conforme revelou recente auditoria efectuada (*).
É pois minha opinião que mais do que servir a necessidade de aglomerar adeptos em torno de uma causa e de um objectivo mobilizador, Domingos Paciência está, ao assumir a Taça de Portugal como objectivo supremo, a ir mais longe, muito para lá do óbvio.
Em primeiro lugar, em caso de derrota (que recordo pode sempre acontecer na Madeira a “este” Sporting ansioso e nervoso), a aposta total na Taça de Portugal esvazia desde logo de objectivos o que falta da época desportiva do Sporting, o que pode ser manifestamente perigoso.
Em segundo lugar – e recordando que “ganhou” múltiplas resistências na cúpula de Alvalade pela forma pouco abonatória como recentemente se referiu à preparação da época pelos responsáveis leoninosDomingos, volta a colocar-se, em caso de derrota, novamente “a jeito” de um “divórcio com elevação e cordialidade” com o projecto de Godinho Lopes, ficando disponível para outros projectos, onde pode claramente estar a ser equacionado como solução óbvia para resolver um evidente “erro de casting”, disponibilizando-se quiçá para viver a história da personagem da obra de Claudia Braga: “O MENINO E O DRAGÃO”.
Diz a sinopse desse livro, que esta história “é uma metáfora de que devemos acreditar nos nossos sonhos, no qual uma criança torna realidade um desejo por meio de um sonho e viaja por todos os lugares que habitam o seu imaginário sentado nas costas... de um Dragão.
Conhecendo-se o ADN futebolistico deste jovem e competente técnico, não será dificil imaginar qual será o seu sonho profissional.
É verdade que Domingos Paciência tem contrato válido com o Sporting até ao final da época 2012/2013, no qual aparentemente não existirá qualquer clausula de rescisão.
Tendo porém em conta:
  • a subserviência, goste-se ou não, dos últimos anos da SAD de Alvalade à Torre das Antas;
  • a facilidade com que o capitão e alma do Sporting João Moutinho, também ele com contrato válido com o clube, foi transaccionado ("ao kilo" como se fazem às maçãs) para o F.C.Porto;
  • os anti-corpos que Domingos diligentemente vai semeando por TODA (...) a 2ª Circular, começando pela estrutura do futebol profissional do Sporting a quem indirectamente aludiu na referência aos jogadores “a conta-gotas” e que “treinavam com cordas”;
alguém, minimamente atento à realidade do futebol lusitano, ousará questionar que se for desejo de Pinto da Costa ter Domingos Paciência ao leme da equipa portista já em 2012/2013parece claro para todos que Vitor Pereira, faça o que fizer, tem garantida a “guia de marcha” tal acabará por ocorrer?

Mais, se à vontade de Pinto da Costa se somar a de Domingos, o cenário parece ficar ainda menos impossível de ocorrer, verdade?
Creio inclusivamente que se soubessem ambos (PC e DP) o que os esperava esta temporada, e “a cadeira de sonho” teria vagado de Vilas Boas para “o regresso do filho pródigo” após a final de Dublin...


(*) Estou convicto que esta auditoria é o “papel de embrulho” para justificar aos sócios do clube de Alvalade a venda, a grupo económico internacional (Futre tinha razão quando falava na importância dos chineses para a vida futura do clube), do domínio da SAD do Sporting… assim os seus Dirigentes consigam vender o “produto Sporting” como altamente rentável, sendo que o seu maior trunfo (que se vai ainda assim esfumando nos últimos anos) será por certo o mérito internacionalmente reconhecido da sua formação e consequente potencial de realização de “mais-valias”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Luís Filipe Vieira (em GRANDE ENTREVISTA logo mais na RTP1) e os Direitos Televisivos do S.L.Benfica

A muito poucas horas de Luís Filipe Vieira conceder uma “Grande Entrevista” na RTP (logo mais pelas 21h), onde se espera que mantenha um discurso sereno, de contenção e muito optimismo em relação ao futuro da instituição Sport Lisboa e Benfica (no Futebol, nas Modalidades, no Projecto Olímpico, nas Casas do Benfica, na Fundação, etc.) penso ser oportuno lançar na “blogosfera” a minha opinião, actual e com base no que é público, sobre um dos “dossiers” mais prementes que o Presidente tem entre mãos: os direitos televisivos do clube (claramente um dos patrimónios mais importantes do clube).

Antes de analisar os últimos factos, recordemos que em entrevista dada à Benfica TV em 09.05.2011, LFV adiantou que quanto aos direitos televisivos dos jogos do SLB, nunca o clube seria ingrato para quem o auxiliou no passado (Grupo Joaquim Oliveira / Controlinveste) mas que, na altura, o acordo para a renovação com a Sport TV  estaria muito longe de ser alcançado. Nesse momento reconheceu (era publico e fora comunicado à CMVM) que o clube estaria em negociações com outros grupos económicos (como o de Pais do Amaral “GPA” e um outro), podendo ainda optar por uma terceira via... colocada na balança das possibilidades quando recordou que “o Benfica já fora ousado e criativo (no domínio da comunicação) uma vez (aludindo à Benfica TV) e que o poderia ser novamente”…
Ao dizê-lo, LFV deixava no ar (foi a interpretação livre da generalidade dos benfiquistas) a possibilidade do Benfica transmitir, num futuro próximo, os seus jogos na Benfica TV (como é desejo de enorme fatia da massa adepta do clube), mesmo que em regime de “pay per view”. Era uma hipótese, difícil e remota, mas não impossível.
Com esta posição, o Presidente anunciava que o Benfica não estaria refém da Sport TV, ao mesmo tempo que apontava no sentido do desfecho das negociações destes direitos poderem transportar o clube para outra capacidade económico-financeira… que inclusivamente lhe permitiria ficar numa situação mais confortável para resistir, ou não, à venda de jogadores nucleares bem como para amortizar passivo oriundo de dívidas antigas.
De Maio de 2011 até hoje passaram 9 meses e a crise económica internacional intrometeu-se sobremaneira neste processo, condicionando claramente o desfecho de “dossier” tão relevante (penso eu): quer na entidade com quem o Benfica fechará novo contrato, quer nos montantes em causa que são hoje diferentes do que seriam certamente se o negócio fosse concretizado há dois anos atrás.
A verdade é que as públicas dificuldades do grupo liderado por Pais do Amaral (GPA) em conseguir garantias bancárias para comprar direitos televisivos e ao mesmo tempo a redução no mercado televisivo dos volumes de investimento em publiciade, contribuiram para estreitar sobremaneira a porta das negociações do SLB para um novo contrato condizente com o seu potencial de receitas.
Neste momento, parece-me evidente que o Sport Lisboa e Benfica estará “forçado” a esquecer a animosidade dos benfiquistas para com a Oliverdesportos.

Mais, a leitura atenta do artigo “O futuro em cima da mesa”, assinado por Luís Fialho, publicado no passado dia 3 de Fevereiro (pág. 31) no jornal institucional “O Benfica”, não me parece deixar margem para qualquer outra leitura, sendo a Oliverdesportos reconhecida novamente como “um parceiro negocial poderoso” e aquela que parece ser agora a única entidade “no terreno com capacidade para pagar um preço justo, ou aproximado, àquele que a popularidade do Benfica justifica”.

Está pois aberto o trinco da porta para o anúncio do acordo entre Sport Lisboa e Benfica e o Grupo de Joaquim Oliveira.
A forma, certamente hábil, como LFV abordará hoje o assunto (incontornável) na "Grande Entrevista" tornará certamente mais evidente este desfecho já que manter as vias GPA e Benfica TV como hipóteses remotas pode ser contraproducente, pois criará falsas expectativas na nação benfiquista, algo que esta direcção certamente pretenderá evitar.
Como benfiquista resta-me a tranquilidade de me rever na frase de Luís Fialho em que diz que “a única certeza que posso ter é a de que o valor negociado será, seguramente, esticado pelo Presidente do Clube até aos limites do possível, num contexto que não é fácil para ninguém”.
Como observador (meramente factual e desapaixonado) de um negócio prestes a se concretizar, não me incomoda nada que a Oliverdesportos, como qualquer outra entidade, possa lucrar com um contrato com o Benfica, em que também o Benfica ganhe.
A Oliverdesportos é uma entidade privada que está no mercado com o objectivo de fazer dinheiro e é essa a lógica do mercado. A única coisa que me incomoda é que em contrapartida, esta entidade não retorne parte dos seus lucros “à indústria”, potenciando-a, simultaneamente contribuindo para a melhoria do espectáculo e evitando que, a médio prazo, seque essa fonte de espectáculo e rendimento. É aí que o incómodo surge e que “faço figas” fique melhor acautelado em novo contrato.
"Trocando por miudos" esta preocupação: são públicos os números de que a Sport TV tem actualmente cerca de 650 mil assinantes gerando 200 milhões de euros/ano de receitas só em subscrições de canal. Considerando que as receitas de publicidade cobrirão (e sobrará certamente) os seus custos operacionais e de estrutura, teremos 200 milhões de euros/ano de receitas dos quais este grupo económico pouco mais injecta no futebol português do que 40 milhões de euros/ ano, ou seja, 20%.
Mesmo com direitos (caros) para transmissão de jogos de outros campeonatos - espanhol, inglês, alemão, francês e holandês, por exemplo – não será complicado imaginar que sem o exclusivo da Liga ZON Sagres, dificilmente a Sport TV teria sequer perto de metade das subscrições (e receitas) que tem.
Ora é sabido, e reconhecido por todos, que o interesse nos direitos sobre a Liga ZON Sagres é o interesse de nela “oferecer” os jogos do Benfica (até pelos adversários tal é reconhecido quando alegadamente indexam os respectivos contratos de direitos televisivos aos do Benfica).
Os números comprovam-no. Foi publicado no inicio de 2012, um estudo que indica que entre os 20 programas mais vistos no espectro televisivo nacional, estão 15 jogos de futebol - 5 da selecção e 10 que envolvem clubes – e que dos 10 jogos de futebol a nível de clubes, o Benfica está em… oito (!) e o FC Porto em dois. Elucidativo da diferença entre o Benfica e os demais. 
E é porque são as maiores audiências que trazem maiores receitas às operadoras (em subscrição, se pagas, e publicidade) e porque o Benfica é claramente o maior gerador das mesmas (o seu mercado televisivo potencial extravasa, como se sabe, o continente e ilhas) que a única preocupação que penso deve assistir ao adepto benfiquista será garantir que o Benfica será remunerado em função do seu real valor de mercado… e não quem será a entidade que o remunerará.
A ser a Sport TV, que o seja. Se eu fosse conselheiro matrimonial deste “casamento”, que parece ter tudo para se prolongar, limitar-me-ia a aconselhar esta operadora – até para salvaguarda dos seus interesses e do exponenciar do número de seus subscritores – a incutir nos seus profissionais, actuais e futuros, maior dose de imparcialidade em todos os jogos que transmita, tema já por mim abordado em:
Tem pois a palavra LFV que - espera toda a nação benfiquista - continue a dar provas (e já deu tantas nesta década que passou) de que continua o “hábil e sagaz negociador” a que se refere Luís Fialho no artigo supra citado.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Jornalistas Desportivos e Comentadores. Nas malhas da imparcialidade...

As primeiras reacções, de amigos e colegas, a este meu BLOG foram no sentido de questionar se não será um erro tentar “meditar futebol”, quando a minha imparcialidade poderá ser sempre questionada fruto da minha colaboração com a Benfica TV?
Curiosamente tal abordagem partiu dos mesmos que quando se referem à Benfica TV gostam de enfatizar a sua parcialidade.
"Meditemos" sobre estas duas questões, diferentes entre si mas que se cruzam, tentando desmistificá-las e esclarecer aquela que é a minha opinião e postura sobre tal matéria.
A DIFERENÇA ENTRE UM JORNALISTA E UM COMENTADOR

Talvez deva começar por recordar a diferença entre um Jornalista e um Comentador. O primeiro, segundo a máxima do jornalismo, deverá preocupar-se em informar, de forma objectiva, isenta e imparcial, aquele que é o seu destinatário. Ao segundo competirá interpretar, comentar e/ou opinar sobre o facto, evento ou noticia em análise.
Se a ambos - Jornalista e Comentador - adicionarmos a palavra “Desportivo”, mais do que catalogar a função, somamos-lhe certamente a paixão e a carga emocional que o desporto, no geral, e o futebol, em particular, geram na esmagadora maioria da população portuguesa.
Esta dose de emoção confere habitualmente ao Jornalista a possibilidade de, sem perder isenção, cunhar num jeito muito seu, a forma de “passar a notícia”, usando a oralidade ou a ortografia para o fazer, quase que a seu belo prazer. Nem todos o fazem, resta perceber se por manifesta falta de jeito ou se por temerem que tal prática/atrevimento poderá beliscar o seu prestigio aos olhos dos seus pares jornalistas, desportivos ou não. Há porém, felizmente, os que assumem a cobertura de um evento desportivo como um momento sadio, de cor, de celebração, de espectáculo...de emoção! Quem não recorda a forma muito própria de relatar jogos de futebol, na rádio, do falecido Jorge Perestrelo ou, mais recentemente, as músicas personalizadas que João Ricardo Pateiro canta para alguns jogadores da Liga Zon Sagres?!
Dois casos de Jornalistas Desportivos, com amor clubistico confessado aos quatro ventos, que canta(va)m com a mesma energia e emoção os golos de qualquer clube. Dois exemplos de que os Jornalistas Desportivos podem passar a noticia e a mensagem (cumprindo a função), sem perda de isenção e com o “extra” de emoção, e em alguns momentos de sadio e enérgico bom humor. Estes exemplos da rádio propagam-se a crónicas que podemos ler em jornais desportivos de alguns bons jornalistas da imprensa escrita, que ainda os há, apesar do muito “lixo” que polui as páginas desses diários.
Primeira conclusão: o Jornalista Desportivo pode transmitir/veicular a notícia sem ser “tão cinzento” ou formal quanto um jornalista de continuidade, de actualidade política, económica ou social. É aceitável e não o diminui, pelo contrário pode destacá-lo dos demais.

DOIS FORMATOS DE COMENTADOR DESPORTIVO: o ADEPTO e o IMPARCIAL

Passemos ao Comentador Desportivo e aos dois formatos mais conhecidos: o “confessado adepto de clube” e o “comentador (supostamente) imparcial”.
No primeiro destes grupos – o Comentador Adepto - encontramos o Miguel Sousa Tavares, o Miguel Guedes, o Manuel Serrão, o Rui Moreira, o Luís Guilherme Aguiar, o Eduardo Barroso, o Dias Ferreira, o Rui Oliveira e Costa, o Ernesto Ferreira da Silva, o Tomaz Morais, o António Pedro Vasconcelos, a Leonor Pinhão, o Fernando Seara, entre outros...
A este grupo de “opinion makers” - do qual já partiu o emblemático Pôncio Monteiro - ninguém pede imparcialidade. Todos nos habituámos a ouvir na televisão (em programas como “Os Donos da Bola”, o “Trio de Ataque”, o “Dia Seguinte”, o “Mais Futebol”, etc.) e a ler nos jornais desportivos, a sua defesa - por vezes de forma exacerbada - das respectivas cores. É assim porque há, e haverá sempre, mercado para esta forma de expressão livre, apaixonada, parcial e emotiva… porque os adeptos se revêem nas suas posições. Falamos de futebol, nunca esqueçamos isso.
Segunda conclusão: tendo em conta o contexto (o canal ou programa de TV, a coluna de jornal ou a rubrica “on-line”) em que é convidado a veicular a sua opinião, quando na qualidade de “adepto confesso de clube”, o Comentador Desportivo,  pode ser parcial, devendo contudo procurar preservar a racionalidade dos seus argumentos e posições.
No segundo grupo - o dos Comentadores Imparciais - temos aqueles que, por opção própria ou, sobretudo, pelo formato dos programas em que são chamados a intervir ou do próprio veículo em que o fazem (canal de TV, rádio ou jornal) tentam estar equidistantes dos principais clubes, acrescendo à objectividade factual, quase jornalística, a sua própria interpretação do facto objecto de comentário.
Neste segundo grupo temos nomes como o Nuno Madureira e o Valdemar Duarte (TVI), o António Tadeia, o Carlos Daniel e o Nuno Dias (RTP), o João Rosado e o Jorge Batista (SIC) o Pedro Henriques e o Luís Freitas Lobo (Sport TV), entre outros.
Entre o primeiro e o segundo grupo temos ainda o Rui Santos e o Ribeiro Cristovão que quase conseguem chegar ao segundo grupo, mas que a paixão pelas cores pelas quais torce Eduardo Barroso os atraiçoa e acorrenta ao primeiro grupo, ainda que mais comedidos e sabedores, no que ao futebol diz respeito, do que o médico.
Terceira Conclusão: em veículos de informação ou contextos que requeiram isenção, o Comentador Desportivo, mesmo que tenha clube e que tal seja do conhecimento de todos, deve primar pela máxima  imparcialidade.
Desta última conclusão é possível deduzir que canais de televisão como a temática Sport TV e as generalistas RTP, SIC e TVI, quando transmitam jogos de futebol (ou qualquer outra modalidade desportiva) devam ser exemplos de objectividade jornalística (pelo jornalista) e de imparcialidade (pelos comentadores), devendo garantir - por respeito aos seus auditórios - que na sua antena estejam pessoas capazes de desempenhar o papel de Comentadores Imparciais e não de Comentadores Adeptos.

A NATURAL PARCIALIDADE DA BENFICA TV E DO PORTO CANAL
Falemos agora da Benfica TV. Não do que pode vir a ser se configurada em alternativa viável para a transmissão dos jogos do clube, mas daquilo para que foi concebida e que é hoje: um veículo para aumentar a eficácia de comunicação do clube para com os seus sócios e adeptos.

A Benfica TV, como é natural, vende um produto: o Sport Lisboa e Benfica. É um canal de clube, para o clube e para a sua massa adepta. Existe para levar a “marca” Benfica aos quatro cantos do Mundo, potenciando-a, no que esta tem de valores, de história, de presente e futuro. Não é um canal de futebol mas é um canal temático que respira e transpira Benfica. Futebol, sim mas não só… espaço para as modalidades, espaço para a formação, espaço para os adeptos, espaço para o projecto olímpico, espaço para as funções cívicas, sociais e solidárias da Fundação Benfica.
Só vê a Benfica TV quem quer e nela não deve esperar ver detracção do fim que serve. Faz sentido, verdade? Alguém encontra no Porto Canal ou no jornal do vizinho da 2ª Circular de Lisboa artigos/opiniões de “bota abaixo” contra a sua própria instituição? Certamente que não.
Tendo isto presente, continuo sem perceber porque há tantas pessoas que questionam a defesa intransigente do Benfica pelos Comentadores da Benfica TV, ou do F.C.Porto pelos Comentadores do Porto Canal, quando às mesmas pessoas nada incomoda, algum do anti-Benfiquismo de alguns profissionais de canais como a Sport TV (temática e cuja facturação e rentabilidade tanto deve aos jogos do S.L.Benfica) e das generalistas (e supostamente imparciais) RTP, SIC e TVI.

Quarta Conclusão: errado não é qualquer canal de TV do Benfica ou Porto (ou Sporting quando lá chegar) serem inteligentemente parciais na defesa das suas cores (afinal vendem um produto e querem agregar e motivar adeptos e nunca propagar momentos menos felizes ou contribuir para excessos de auto-critica); errado são os tais canais supostamente isentos (e que deviam ser exemplos de objectividade jornalística e de comentários imparciais) serem vergonhosamente tendenciosos…
Mais grave ainda no caso de profissionais da RTP que são pagos pelo comum contribuinte.
Penso mesmo que seria recomendável (porque mais confortável e sensato) para alguns profissionais da “praça” pedirem transferência de funções. Se não conseguem (nem sequer tentam…) ser imparciais em veículos e contextos onde deveriam ser, porque não serem convertidos em “Comentadores Adeptos”? O Júlio Magalhães era um desses casos mas a sua recente “transferência profissional” resolveu o assunto.
Não quero ser cáustico nem acusador… mas penso que por não terem condições para respeitar a Terceira Conclusão supra, poderiam sem dificuldade e com elevado brilhantismo técnico, executar a Segunda Conclusão. Algumas das suas prestações recentes são exemplos de jornalismo distorcido – em contexto supostamente isento – e militantemente parcial de que o desporto nacional claramente não carece.

QUE COMENTADOR DESPORTIVO PRECONIZO

É mais fácil falar dos erros alheios do que das nossas próprias limitações? Vou tentar demonstrar que não, respondendo à obvia pergunta que se impõe: que Comentador Desportivo tento ser?
É simples.
Na Benfica TV, se o Benfica for o tema, serei sempre o Comentador Adepto, assumindo o meu genético benfiquismo, enaltecendo o que de bom se faz na casa e reconhecendo o que se podia ter feito melhor a cada jogo, de cada modalidade, de cada competição. Regozijarei a cada momento feliz e sofrerei em cada mau momento, mas não esperem nesses dias difíceis ouvir da minha boca palavras de condenação ou auto-destruição. Não dissimulo ou oculto emoções, não ignoro nem branqueio erros, mas não contem comigo para discutir na praça pública as eventuais/pontuais debilidades do clube pois para tal papel existem já muitas personagens para o fazer. Nem todas “não benfiquistas”, infelizmente.  

Na mesma Benfica TV (se o tema extravasar o Universo Benfica) ou fora dela num qualquer outro contexto (TV, rádio, jornal ou internet) que exija maior isenção, serei com naturalidade - fiel às minhas cores mas sem a cegueira clubista que prejudica a interpretação dos factos – um Comentador Imparcial que procurará acrescer à objectividade dos factos a sua própria interpretação do evento objecto de comentário.
É na verdade muito simples. O Comentador Desportivo deve perceber em que contexto é convidado a expressar a sua opinião, devendo ter a habilidade de moldar o seu discurso sem perda de objectividade naquilo em que acredita e que é a sua opinião em função do papel que dele se espera no programa “Y”, na coluna”X” ou no espaço “Z”: o papel de Comentador “Adepto” ou “Imparcial”.
Em CONCLUSÃO: se o Jornalista deve ser rigoroso, objectivo e isento em qualquer contexto, penso sinceramente que o Comentador Desportivo pode ser parcial em contextos que o justifiquem (quando representa as cores de um clube num programa ou coluna, ou num veículo de informação desse mesmo clube) e deve fugir dessa parcialidade em contextos em que se aconselhe a isenção (num veículo, ou formato, generalista e isento).
Difícil aceitar – e são infelizmente tantos os exemplos – são os Jornalistas e Comentadores Desportivos que em contexto de isenção são militantemente parciais.

Nota Final: o futebol é só um desporto e um jogo (mesmo que “o” jogo). Nunca percamos disso noção em relação a tantas mais coisas que a vida se nos oferece, sim? Paixão sempre… fanatismo nunca!