Depois de ter roubado pontos a F.C.Porto (10ªJornada) e Sporting (16ªJornada) com dois nulos no seu recinto, a equipa de Olhão recebe esta 6ªfeira, no Estádio José Arcanjo, o Benfica. Se a este belo “cartão-de-visita” se somarem os empolgantes resultados nas recepções a Braga (3-4) e Nacional (4-4), acrescidos do empate “sacado” em Guimarães, na última jornada, a dois golos depois de estar a perder por duas bolas a zero, teremos que a visita a Olhão não será partida fácil para Cardozo, Gaitan & Companhia.
Contudo, algumas contrariedades no plantel algarvio podem amenizar este grau de dificuldade para os comandados de Jorge Jesus.
A juntar aos maiores argumentos técnicos e tácticos do seu adversário - acrescidos da “elevada moral” com que este viaja ao Algarve decorrente da vitória da passada 3ªfeira sobre o líder do campeonato na meia-final da Taça da Liga – o técnico Sérgio Conceição terá que enfrentar a contingência de se ver obrigado a escalar um onze sem quatro dos seus habituais titulares (para lá dos há muito lesionados, logo indisponíveis, André Micael e Nuno Piloto).
Contudo, algumas contrariedades no plantel algarvio podem amenizar este grau de dificuldade para os comandados de Jorge Jesus.
A juntar aos maiores argumentos técnicos e tácticos do seu adversário - acrescidos da “elevada moral” com que este viaja ao Algarve decorrente da vitória da passada 3ªfeira sobre o líder do campeonato na meia-final da Taça da Liga – o técnico Sérgio Conceição terá que enfrentar a contingência de se ver obrigado a escalar um onze sem quatro dos seus habituais titulares (para lá dos há muito lesionados, logo indisponíveis, André Micael e Nuno Piloto).
A juntar aos castigados André Pinto (central), Cauê (médio) e Wilson Eduardo (extremo e melhor marcador da equipa com 7 golos), também o defesa Mexer falhará a partida. Sendo um central de raíz, Mexer tem sido utilizado com regularidade na lateral direita, o que obrigará o técnico a fazer adaptação nesse corredor.
Tendo em conta as ultimas partidas que revelam um Olhanense estabilizado tacticamente em 4x3x3, e considerando os jogadores convocados arriscaria o seguinte ONZE:
Na baliza, FABIANO estará de pedra e cal, ele que transborda, do alto dos seus 1,97, reflexos e segurança.
Na defesa Olhanense, a lateral direita poderá ser entregue ao regressado LUIS FILIPE, já totalmente reestabelecido da lesão (fractura do sacro) que o apoquentou e impediu de competir desde 2 de Outubro de 2011. Efectivamente, a ausência de muitas soluções defensivas pode mesmo obrigar Sérgio Conceição a apostar na experiência deste antigo atleta do Benfica, apesar do pouco ritmo competitivo que terá, e que certamente será explorado (caso seja utilizado) pelos extremos de Jorge Jesus. Outra opção para a lateral direita, já usada na deslocação a Santa Maria da Feira, poderá ser a adaptação do médio JANDER.
Na lateral esquerda ISMAILY tem sido o habitual titular, ele que é de origem um médio que evolui preferencialmente pela esquerda, mas cujo sentido táctico e enorme pulmão permitiu ao longo da época esta feliz adaptação. Também VITOR VINHA pode ser opção para o lugar, conforme aconteceu em Guimarães, sobretudo se Sérgio Conceição armar a equipa de forma diferente... já lá vamos.
No centro da defesa, MAURICIO deverá ter a seu lado, na impossibilidade de André Pinto e Mexer, o português VASCO FERNANDES, suplente utilizado nas últimas duas jornadas em que foi necessário defender dois preciosos empates.
No meio campo, habitualmente em 2x1, o duplo-pivot normalmente constituído por Fernando Alexandre e Cauê (lento a sair mas de elevado sentido posicional e de choque) deverá, por força do castigo de Cauê, ficar à guarda de FERNANDO ALEXANDRE e PAULO REGULA (ou MATEUS), com RUI DUARTE mais adiantado e ao centro, assumindo a função de “playmaker” que a sua fantasia, visão de jogo e qualidade de passe potenciam.
Na frente, o cabo-verdiano DADY tem sido o ponta-de-lança titular, e assim deverá continuar, sendo as outras opção os “veteranos” TOY (também cabo-verdiano) e DJALMIR (brasileiro com muitos anos de futebol português) de características diferentes das de DADY (maior mobilidade que este) e ainda o camaronês YONTCHA, este ultimo também de forte presença na área e grande capacidade de luta, a exemplo do avançado habitualmente titular.
Nos extremos do ataque do Olhanense, e perante a indisponibilidade de Wilson Eduardo, será de esperar a presença, à esquerda, do argentino VICTOR MEZA (ou ISMAILY se VITOR VINHA for o defesa lateral esquerdo) e, à direita, de SALVADOR AGRA, que compensa em talento o que lhe falta em altura, estando inclusivamente já comprometido com o Real Bétis da Liga Espanhola para a próxima temporada.
Se perante a força do opositor, o técnico da equipa algarvia entender abandonar o seu 4x3x3 habitual para povoar o seu meio-campo de forma a impedir o futebol de transicções rápidas apoiadas em tabelas curtas e em progressão da turma da Luz, pode Sérgio Conceição armar a sua equipa em 4x2x3x1.
Nesse caso, de elevada probabilidade, não será de estranhar que a defesa apareça composta por MAURICIO e VASCO FERNANDES, ao centro e as laterais surjam entregues a LUIS FILIPE/JANDER (à direita) e VITOR VINHA (à esquerda). À frente deste quarteto, FERNANDO ALEXANDRE e PAULO REGULA formarão o duplo-pivot que funcionará como estabilizador táctico da equipa, equilibrando-a.
Se perante a força do opositor, o técnico da equipa algarvia entender abandonar o seu 4x3x3 habitual para povoar o seu meio-campo de forma a impedir o futebol de transicções rápidas apoiadas em tabelas curtas e em progressão da turma da Luz, pode Sérgio Conceição armar a sua equipa em 4x2x3x1.
Nesse caso, de elevada probabilidade, não será de estranhar que a defesa apareça composta por MAURICIO e VASCO FERNANDES, ao centro e as laterais surjam entregues a LUIS FILIPE/JANDER (à direita) e VITOR VINHA (à esquerda). À frente deste quarteto, FERNANDO ALEXANDRE e PAULO REGULA formarão o duplo-pivot que funcionará como estabilizador táctico da equipa, equilibrando-a.
Na terceira linha, ISMAILY surgirá na esquerda (com sentido ofensivo capaz de municiar o ponta-de-lança mas com suficiente sentido tático para se juntar ao duplo-pivot nas transicções defensivas em apoio ao lateral esquerdo. Ao centro, nas costas do homem de área, surgirá RUI DUARTE, que sempre que equipa perca a bola recuará para defender. À direita, com menor responsabilidades defensivas, aparecerá o veloz SALVADOR AGRA, que será sempre o homem responsável por chegar primeiro no apoio a DADY.
De nada servindo a estatística – cada jogo tem a sua própria história – importa recordar que na primeira volta o Benfica venceu este Olhanense (então comandado por Dauto Faquirá) pela diferença minima de 2 (bis de Rodrigo) a 1 (marcou Wilson Eduardo), e que em 17 partidas para a Liga em Olhão, o Benfica venceu 10, empatou 4 (nas ultimas temporadas registou um 2-2 em 2009/10 e 1-1 em 2010/11) e perdeu 3 (a última das quais a 1 de Agosto de…1950).
A pressão de vencer está do lado do favorito Benfica… que não pode perder quaisquer pontos na luta pelo título. Menos pressionado, o Olhanense está comodamente instalado no sétimo lugar… sendo tal comodidade mais aparente do que real, pois tem apenas mais 8 pontos que o Beira-Mar (primeiro acima da “linha-de-água”) quando faltam disputar 21 pontos (e ainda vai ao Dragão, a Alvalade, a Coimbra e a Aveiro).

Sem comentários:
Enviar um comentário