terça-feira, 18 de outubro de 2011

RELATÓRIO & CONTRAS com Carlos Cunha - 17.10.2011

Uma edição do RELATÓRIO & CONTRAS com muito humor à mistura, não fosse Carlos Cunha o convidado. Mais um grande benfiquista a abrilhantar as noites de segunda-feira na Benfica TV com o seu entusiasmo e paixão pelo Sport Lisboa e Benfica.




terça-feira, 4 de outubro de 2011

RELATÓRIO & CONTRAS com Francisco Mendes - 03.10.2011

Mais uma edição do RELATÓRIO & CONTRAS, mais um grande convidado e grande benfiquista: o apresentador Francisco Mendes.

Dono e senhor do dom da comunicação, Francisco partilhou o seu fervor clubistico pelo Sport Lisboa e Benfica.

Para além de todas as rubricas habituais, esta edição do RELATÓRIO & CONTRAS teve ainda uma versão dupla do "LIVRO DA SEMANA", tendo a equipa surpreendido Afonso de Melo ao apresentar o mais recente livro deste autor: "DUELO DO SECULO" . Livro sobre a rivalidade entre Cristiano Ronaldo e Leonel Messi... "nunca tão poucos foram tão melhores do que tantos". 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

SUPERIORIDADE CONFIRMA LIDERANÇA (01.10.2011 - SLBenfica 4 - Paços Ferreira 1)

Foi um Benfica moralizado pela liderança na Liga e pela vitória em Bucareste para a Champions, aquele que recebeu o Paços de Ferreira, em momento complicado depois de três derrotas consecutivas desde que trocou a sua liderança técnica.

Organizado em 4 x 1 x 3 x 2, com Matic no papel que é habitualmente de Javi, o Benfica cedo imprimiu velocidade ao jogo, na procura de resolver, quanto antes, o resultado e assegurar os 3 pontos que lhe garantiriam a manutenção da liderança na Liga antes do interregno desta para compromissos das selecções, Taça de Portugal e Champions League.

Antes dos primeiros 20’ já o Benfica havia criado três claras oportunidades de golo: a primeira aos 6’ em que Cardozo até marcou mas o árbitro anulou por pretenso (porque inexistente) fora-de-jogo; depois aos 8´novamente por Cardozo, desta vez de cabeça, quando atirou à figura de Cassio e aos 18’, quando Gaitan, depois de entendimento de Saviola com Cardozo, na sobra atirou por cima do travessão.

Foi pois sem surpresa, e consequência de um domínio avassalador num jogo de sentido único, que o Benfica chegou ao golo num grande momento de futebol colectivo e inspiração individual. Aimar, sempre ele, vislumbrando Maxi Pereira na direita, fez um passe a toda a largura do terreno, o Uruguaio, campeão sul-americano dominou com o peito, fugiu ao seu adversário e fez um cruzamento ao segundo poste onde Cardozo amorteceu para a entrada letal de Saviola. Festa na Luz e clara percepção de que o mais difícil estaria feito tal a superioridade evidenciada e a abissal inoperância atacante do adversário. Ainda antes do intervalo, Bruno César apontou, da direita, um canto teleguiado para Saviola que, sem deixar cair, rematou para o poste mais distante, bisando na partida.

O resultado de 2-0 ao intervalo era lisonjeiro para o Paços que defendeu como pode, sempre fechado, com 9 ou 10 unidades atrás da linha da bola. Sentiriam os jogadores encarnados no regresso aos balneários, tal como quem assistia à partida, que o desfecho do encontro quanto ao resultado estaria assegurado tal a incapacidade dos pacenses em rematar à baliza de Artur Moraes, ele que foi um dos mais de 33.400 espectadores presentes que gostaram certamente do futebol praticado pela equipa da casa nos primeiros 45’.

Ainda que sem a mesma velocidade e vertigem atacante dos primeiros minutos da primeira metade, o Benfica entrou novamente bem para o segundo tempo e aos 40 segundos (!!!) já Saviola – que grande partida fez El Conejo – de trivela obrigou Cássio a grande intervenção. Mantinha-se o sentido único da partida e aos 48’ Luisão ensaiou de cabeça o terceiro golo num canto de Aimar.

Quando aos 51’ Michel converteu a grande penalidade - consequência de contacto do capitão encarnado, na sua área, sobre Luisinho - reduzindo para a diferença mínima de 2-1, pairou no ar um sentimento de manifesta injustiça, tamanho era o desnível entre o futebol praticado pelos dois conjuntos. Da injustiça ao credo passaram seis minutos quando Artur Moraes numa intervenção “do outro mundo” negou a Melgarejo – bons pormenores de irreverência e velocidade deste atleta cedido pelo Benfica – a possibilidade de empatar o jogo de cabeça.

O Benfica percebeu que a sua liderança na Liga poderia, num qualquer sortilégio daqueles em que o futebol é pródigo, ser comprometida e acordou novamente para o “seu” futebol de rápidas transições ofensivas, apoiado numa clara superioridade física sobre os homens da capital do móvel, como havia acontecido já no Dragão e em Bucareste.

Numa notável ponta final, o Benfica inspirou-se e lançou-se sobre o seu opositor. Ainda antes do 3-1 por Luisão (65’) que respondeu de cabeça a livre apontado por Aimar, já Bruno César (aos 59’, no minuto anterior ao de ceder o seu lugar a Nolito) e Emerson (aos 63’) tinham testado a atenção e elasticidade de Cássio. O Benfica era o dono da bola e do jogo, pelo que foi sem surpresa que Nolito, superiormente desmarcado por Saviola, fez o 4-1 (seu 5º golo na Liga, tantos quanto Cardozo) picando a bola sobre Cassio depois de, com uma simulação, o ter sentado. Até ao fim, os jogadores encarnados, sobretudo Rodrigo (entrado aos 78’ para suprema e merecida ovação a Saviola) e Nolito procuraram intensamente o quinto golo que Cássio, e a muralha pacense, conseguiram a custo evitar.

O desnivelado 4-1 final poderia inclusive ter sido muito superior não fosse a grande exibição de Cássio e o desacerto de Bruno Esteves no golo mal anulado a Cardozo, no penalty sobre Aimar não assinalado ou nos erróneos fora-de-jogo (mal) assinalados pelos seus auxiliares. Há noites assim. Resultado expressivo, justo e natural para o que se viu, servindo na perfeição o objectivo de manter o Benfica na liderança da Liga, à qual voltará em Aveiro depois de disputar a 4ª Eliminatória da Taça de Portugal e importante jornada com o Basileia para a Champions League.