terça-feira, 31 de janeiro de 2012

YANNICK DJALÓ no S.L.BENFICA até 2016

Aqui fica um excerto do programa Benfica 10horas (propriedade da Benfica TV) onde se comentou e interpretou a mais recente contratação do Sport Lisboa e Benfica para a época 2011/12 em curso: Yannick Djaló.
31.01.2012


Adicionalmente, partilho convosco a primeira entrevista "de águia ao peito" de Yannick num rigoroso exclusivo da Benfica TV:


A digressão dos Juniores do SLBenfica a Angola e a visita de Nelson Oliveira e Miguel Vitor à escola que frequentaram

POR: Tiago Fonseca Marques
 
 
A equipa de júniores do S.L.Benfica foi a Luanda disputar a copa local e venceu-a de forma categórica. O prémio da vitória nesta competição, doado pela comitiva do clube ao Hospital Pediátrico de Luanda,  foi de 7.500 dólares, o que constituiu um gesto de solidariedade que honra a instituição portuguesa.
 
A equipa orientada por João Tralhão deu grandes indicações para o futuro com duas vitórias claras nos primeiros dois confrontos: 7-0 no jogo de estreia frente à Academia de Futebol de Angola e 4-2 frente à equipa do 1º de Agosto nas meias-finais.
 
O jogo mais competitivo acabou por ser, com naturalidade, a final do tormeio, onde o S.L.Benfica bateu, pela margem minima de 1-0, a escola Norberto de Castro.
 
Para além do prémio colectivo e do acto de solidariedade há que destacar os prémios individuais conquistados por André Gomes (Melhor jogador do torneio) e Cafú (Melhor marcador).


Para a posteridade, fica um excerto do programa Benfica10horas (propriedade da BenficaTV) onde se comentaram:

> esta digressão da equipa Junior do S.L.Benfica a Angola e o que tal viagem representa para estes jovens e para quem os recebeu (no plano desportivo e social); e

> a visita de Nelson Oliveira e Miguel Vitor à escola onde foram alunos exemplares e o que representa para os jovens do Caixa Futebol Campus a visita de jovens jogadores profissionais que tiveram sucesso como estudantes e atletas. A importância da formação civica e dos estudos em paralelo à formação desportiva e competitiva

No fundo, pequenos exemplos do que faz o S.L.Benfica na sua vertente cultural, civica, social e desportiva.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O MAIOR DA SEMANA e o ONZE DA SEMANA - 23a30Janeiro2012

Descubra no video infra quem foi, para mim, a personalidade desportiva da semana 23-30Janeiro 2012, bem como os eleitos para o ONZE DA SEMANA de todo o futebol europeu:

SLB mostra a sua raça, querer e ambição

FEIRENSE 1 - S.L.BENFICA 2


21 anos depois da sua ultima visita a Santa Maria da Feira, o Benfica voltava ao Estádio Marcolino de Castro para defender a sua liderança isolada na Liga e colocar pressão sobre o seu mais directo adversário na luta pelo título.

Num jogo extremamente competitivo, os comandados de Jorge Jesus deixaram o fato de gala e a nota artística para outras ocasiões, envergando um bem operário “fato de macaco” em tons de vermelho forte, debruado a carácter, humildade, espírito de sacrifício e talento. Esta opção revelar-se-ia fundamental para alcançar uma vitória que toda a nação benfiquista percepcionou como mais um passo importante rumo ao objectivo supremo da temporada: o 33º título nacional, que a concretizar será o segundo em 3 anos.

Do onze apresentado na vitória ao Gil Vicente (3-1), Jorge Jesus relegou para o banco Nolito e Gaitan, lançando Aimar (para o meio) e Bruno César (para a esquerda), colocando Rodrigo no apoio a Cardozo, fazendo Witsel descair para a direita. Do outro lado, Quim Machado dispôs a sua equipa num 4x1x3x2 muito compacto, extremamente pressionante sobre o portador da bola e inteligente na cobertura de linhas de passe, saindo sempre de forma muito rápida em contra-ataque, fruto da velocidade e qualidade de Ludovic e Diogo Cunha.

Num relvado que, mais do que pequeno, estava em manifesto mau estado, o Benfica não realizou uma primeira parte muito conseguida. Ainda assim – e já depois dos avisos do Feirense pelo central Luciano (5’) e pelo extremo Diogo Cunha (15’) – os encarnados conseguiram criar três boas ocasiões de golo, sempre por Rodrigo, das quais a mais evidente terá sido aquela em que depois de grande jogada entre Maxi e Witsel, Rodrigo disparou de cabeça para defesa felina de Paulo Lopes (40’). Ao fim de 45 minutos de muita luta era evidente que o Benfica teria que suar bastante para vergar um muito positivo Feirense que para além de buscar o golo, bloqueava a preceito o jogo encarnado, muito pouco flanqueado já que Witsel, Rodrigo e Bruno César tiveram sempre tendência para flectir para o meio.

Depois de muitos e sérios avisos durante a primeira parte, em que haviam ganho muitas bolas de cabeça na área encarnada, os homens da Vila da Feira chegariam ao golo, apontado aos 50’ de cabeça pelo central Varela, na sequência de canto marcado de forma tensa por Hélder Castro. Aumentava a percepção da dificuldade que sentiria o Benfica em somar 3 pontos na Vila da Feira.

Porque as grandes equipas reagem nos grandes momentos, o Benfica reagiu de forma rápida e enérgica, pressionando a defesa Feirense e restabelecendo a igualdade, apenas quatro minutos depois, quando após um lançamento lateral de Maxi Pereira, “Tacuara” desviou de cabeça, para um desafortunado Varela fazer auto-golo. Respirava fundo a nação benfiquista e enchiam o peito de ar os homens de Jesus, preparando-se para o ataque final à baliza Feirense.

No Benfica entrariam (aos 61’) Nolito e Gaitan para os lugares dos discretos, mas abnegados, Bruno César e Aimar, e a águia recuperava as suas asas e maior acutilância no ataque. Aos 67’ Cardozo centrou para Gaitan quase fazer golo de cabeça e aos 71’ Rodrigo amorteceu com o peito e disparou forte para nova grande intervenção de Paulo Lopes. O Benfica carregava e chegaria ao segundo golo quando, aos 73’, Varela carregou Rodrigo provocando inequívoca grande penalidade. Chamado a converter, Cardozo fê-lo fria e exemplarmente, marcando pelo sexto jogo consecutivo em jogos da Liga.

Com o Benfica em vantagem, o Feirense não lançou a toalha ao chão e procurou o empate, que esteve perto de conseguir quando o muito concentrado Emerson evitou que um disparo de Ludovic chegasse ao fundo das malhas de Artur Moraes. Percebendo a escassez da vantagem, também o Benfica carregou no ataque e ainda dispôs de duas soberanas oportunidades de golo: aos 89’ num belo remate de Witsel defendido em voo pelo guardião feirense e aos 90’+3 quando Rodrigo, após vencer oposição de Varela, se isolou mas, uma vez mais, não conseguiu desfeitear Paulo Lopes.

As tropas de Jorge Jesus ganhavam mais uma batalha, num terreno complicado perante um opositor de muita fibra. Com esta vitória, o Benfica atingiria os seus propósitos: somar os 3 pontos em disputa e pressionar o seu adversário directo na luta pelo título, que a acusaria sobremaneira no dia seguinte em Barcelos…

S.L.BENFICA POR SECTORES

Na baliza e apesar da boa réplica Feirense, Artur não tendo tido noite de muito trabalho, saiu ainda assim dos postes por diversas vezes para socar a bola da sua área. Nas laterais: Emerson esteve pouco afoito no ataque, mas sempre muito atento às endiabradas investidas de Ludovic, negando-lhe inclusive o 2-2 (aos 78’), e Maxi Pereira esteve… igual a si próprio! Correu quilómetros, sempre em alta rotação, desdobrando-se entre a vigilância ao irrequieto e veloz Diogo Cunha e a dinamização do ataque encarnado (onde se assumiu como principal flanqueador do jogo, sobretudo na primeira parte). No eixo da defesa, Garay e Luisão fizeram nova grande exibição, com cortes providenciais sobretudo no segundo tempo quando o Feirense tentava reagir ao segundo golo encarnado, fazendo esquecer qualquer coisa que terá corrido menos bem no golo Feirense. 

Javi Garcia, como guerreiro que é, impondo a sua Lei na sua área de influência, foi elemento determinante para a vitória nesta dura batalha da Vila da Feira. Uns metros mais à frente, e desta feita descaído para a direita, Witsel, auxiliou o espanhol na luta pela posse da bola, aportando adicionalmente a arte de verticalizar o jogo, sendo peça chave na transição ofensiva do futebol encarnado. Esteve perto do golo aos 89’, “à bomba”, mas Paulo Lopes não o consentiu. Aimar, apesar de boa entrada na partida - oferecendo magistralmente (aos 17’) o golo a Rodrigo - foi desaparecendo do encontro fruto de uma marcação implacável pelos comandados de Quim Machado que nunca o deixaram pegar no jogo. Sairia aos 61’ para a entrada de Nolito, que agitou o jogo, fruto da raça, da velocidade e do drible em espaços muito curtos. Bruno César, que se estreara a marcar pelo Benfica frente a este adversário, esteve esta noite algo apagado, caindo na tentação de flectir muitas vezes da esquerda para o meio, perdendo a influência que poderia ter tido no flanco. Cedeu aos 61’ lugar a Gaitan que, não tendo sido tão influente quanto Nolito, entrou bem na partida, muito dinâmico e sempre à procura da bola e do golo, que esteve perto de obter de cabeça (67’) e num remate em arco (85’). Matic entrou já aos 90’+1 para dar mais alguns centímetros à defesa benfiquista quando o Feirense apostava tudo no futebol directo para a área de Artur.

Cardozo, sempre muito
marcado, “serviu” Varela para o auto-golo que reestabeleceu o empate e apontou, ignorando a pressão do momento, exemplarmente a grande penalidade, garantindo a vitória e marcando pela sexta jornada consecutiva. Incontornável referência atacante do Benfica de Jesus. Rodrigo é um “puro-sangue” e, mesmo não tendo colorido o marcador com o seu nome (teve quatro claras oportunidades para o fazer sempre negadas superiormente por Paulo Lopes), deu imenso trabalho à defesa Feirense, assumindo-se como o guerreiro que mais mossa fez nos homens de Santa Maria da Feira.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Feirense - SLBenfica de 28.01.2012 - A ANTEVISÃO

Líder isolado da Liga Zon Sagres com 2 pontos de vantagem sobre o FCPorto, o SLBenfica desloca-se no sábado 28 de Janeiro a Santa Maria da Feira, para defrontar, na 17ª Jornada da prova, o 12º classificado, no Estádio Marcolino de Castro, que tem capacidade para pouco menos de seis mil espectadores.
Ainda que embalados por 8 vitórias consecutivas (ciclo iniciado após desaire nos Barreiros para a Taça de Portugal), os comandados de Jorge Jesus visitam um adversário onde o actual campeão nacional não foi além de um nulo na 5ª jornada, facto que por si só os obrigará à manutenção de um aguçado espírito de conquista e humildade.
Efectivamente dos 15 pontos já amealhados na Liga pelo Feirense, 11 (fruto de 2 vitórias e 5 empates em 8 partidas) foram conquistados em casa, onde apenas baqueou com o Sporting na 9ª Jornada, tendo um registo de 6 golos marcado e 5 sofridos (bem melhor do que o registo quando visitantes, condição em que conseguiram marcar por 5 vezes mas em que foram desfeiteados por 17).
Não obstante o claro favoritismo encarnado para esta partida em função do potencial de cada um dos respectivos planteis, importará ao Benfica ter presente que na última visita a Santa Maria da Feira em jogo a contar para campeonato nacional (época 1989/90) não foi além de um empate a 1 bola (golos de Mats Magnusson 45’ – nesse campeonato marcou 33 vezes - e João Luís 65’), aí perdendo 1 ponto (na altura a vitória valia 2 pontos) dos 4 que lhe custaram um campeonato em que apenas somou 2 derrotas e teve o melhor ataque.
Naturalmente que desses tempos para a actualidade nada será idêntico pelo que tal empate nada influirá na partida. Já as dificuldades sentidas para dobrar este Feirense 2011/12 na Luz na 2ª Jornada da Liga (Rabiola chegou a estabelecer o empate aos 53’ a uma bola que apenas aos 75’ Cardozo resolveria desfazer e Bruno Cesar, aos 90’+1, confirmar) são um bom sinal de que Quim Machado sabe organizar a sua equipa e exponenciar os diversos talentos que tem à sua disposição.
É aliás observando as performances recentes deste Feirense (derrota na Choupana, empate caseiro com Gil Vicente, derrota em Guimarães e vitória em casa sobre a União de Leiria), e recuperando o desenho táctico com que recebeu FCPorto e Sporting, que me atrevo a antecipar aquilo que deve ser o ONZE de Quim Machado para esta partida, organizado muito provavelmente em 4x2x3x1.
Na baliza, o experiente PAULO LOPES deverá recuperar a titularidade depois de cumprido o castigo após expulsão na 15ª Jornada na recepção ao Gil Vicente, que deu a DOUGLAS a oportunidade de brilhar nas duas últimas jornadas. Na defesa, não se esperam grandes alterações com o cabo-verdiano STOPIRA na lateral esquerda e PEDRO QUEIROZ na direita com a dupla de centrais LUCIANO e VARELA.
À frente da defesa, um duplo-pivot em que o costa-marfinense SIAKA BAMBA deverá ter um lugar reservado na posição habitualmente de STÉNIO (ausente por castigo), tendo a companhia provável do polivalente CRIS (sobretudo quando descaído para o lado esquerdo) ou da garra e excelente sentido posicional de ANDRÉ FONTES.
Considerando que BUVAL será o homem mais adiantado (dadas as ausências de CARLOS FONSECA e, sobretudo, RABIOLA e considerando ainda muito pouco provável que Quim Machado aposte na surpresa JONATHAN) restará tentar antecipar quem serão os 3 homens que actuarão nas suas costas em seu apoio.
O sempre muito disponível e acutilante DIOGO ROSADO, provavelmente para a esquerda, tal como o muito esclarecido e de elevada qualidade técnica DIOGO CUNHA, potencialmente para entrar pela direita, serão duas unidades desse trio… A principal duvida resiste em tentar antecipar se Quim Machado lançará o veloz e de drible fácil LUDOVIC (destro que pode jogar na direita ou na esquerda), a mobilidade e leitura de jogo do criativo HELDER CASTRO ou a capacidade de agitar o jogo e encontrar espaços de MIGUEL PEDRO… Se for mais audaz, apostará em LUDOVIC, se quiser um jogador que apoie o duplo-pivot mais defensivo então escolherá HELDER CASTRO.
Caso Quim Machado entenda iniciar o jogo em 4x1x3x2, então SIAKA BAMBA jogará à frente do quarteto defensivo e à sua frente será de esperar DIOGO ROSADO (esquerda), HELDER CASTRO (centro) e LUDOVIC (direita), podendo os extremos trocar regularmente, no apoio a DIOGO CUNHA e BUVAL.
Num estádio de reduzida capacidade e num campo naturalmente mais curto que a LUZ, é expectável um jogo duro, muito competitivo, onde vencerá naturalmente quem trabalhar mais, tiver maior capacidade técnica e táctica e falhar menos vezes. O favoritismo pende todo para o líder da prova mas no futebol profissional actual o peso das camisolas por si só não vence partidas.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A NOVA (?) ERA DA LIGA DE CLUBES

CAPITULO 1 de 3:
O “abandono” de Fernando Gomes:
diz-me quem foste e com o que pactuaste e dir-te-ei quem serás sempre…

O futebol português, goste-se ou não, assuma-se ou assobie-se para o ar, está doente. Não falo da qualidade técnica da nossa principal liga; não falo dos valores que, quase por milagre, vão emergindo dos escalões de formação até à idade sénior; não falo da paixão com que o adepto português vive as incidências do jogo, torce pelo seu clube e acompanha com orgulho a sua Selecção (sobretudo quando esta espreita o sucesso…). Falo do poder instituído que muitos chama(ra)m de “sistema” e que mais que um “sistema” é, na verdade, uma tenebrosa teia de compadrios, influências, corruptos e corrompidos que servem um único objectivo, um único senhor.

As escutas e o “Apito Dourado” puseram a nú os seus principais actores – e esses continuam livres de ocupar cargos directivo, de entrar em recintos desportivos e, pasme-se, sem vergonha de opinar sobre arbitragens – expondo a forma como as arbitragens durante anos garantiram (será este o tempo verbal correcto de utilizar?) que a verdade desportiva fosse uma mera miragem. 

Infelizmente a doença grave de que padece o futebol nacional vai para além da corrupção sobre a arbitragem (alguma, pois nem todos serão – tenho a certeza - corruptos ou corruptíveis) e a manipulação de jogos “à peça”, branqueados com relatórios de observadores remotamente comandados.

A "podridão" - recentemente confessada por António Oliveira – estende-se ao implícito, e supremo, poder de um grupo privado sobre as principais instâncias do futebol nacional (Federação Portuguesa de Futebol “F.P.F “, Liga Portuguesa de Futebol Profissional “L.P.F.P.“ e Conselho de Arbitragem), servindo os propósitos do “sumo pontífice” do futebol indígena.
(declarações de António Oliveira)

Sem surpresa, excepto na confissão que peca por tardia, o ex-seleccionador indiciou que o presidente da F.P.F. serve os interesses de um grupo privado, o qual se sabe serve (para lá de perseguir o ganho económico) claros interesses, que estão geográfica e desportivamente bem definidos.

Mais surpreendente que o publico assumir do que todos sabem, foi de facto o “ensurdecedor silêncio” (da comunicação social, dos visados e dos vitimados) que se lhe seguiu. Mais estranho que o silêncio em si, é a magnitude da conivência que tal silêncio deixa implícita.

Não foi pois de estranhar que o “polvo” tenha feito “evoluir”, em determinada altura, Fernando Gomes de Administrador da SAD azul-e-branca para presidente da L.P.F.P. (com o que isso representava na altura quanto ao domínio sobre a arbitragem e a disciplina) e, agora, da L.P.F.P. para a F.P.F. (curiosamente, se quiser ser irónico, quando se sabe que a jurisdição de arbitragem e da justiça a ela ficarão entregues).

Fernando Gomes é um dirigente que percebe da “indústria futebolística” e que tudo fará para que a mesma seja tão rentável e pujante quanto possível? Não duvido por um segundo… Mas “rentabilidade” e “verdade desportiva” são coisas bem diferentes e, nesse capítulo, a espinha que se atravessa na garganta do observador isento, é de que Gomes era Administrador relevante da F.C.P. SAD à data de todas as escutas que o “youtube” revelou… É certo que delas não consta, mas sendo figura de proa do clube de Jorge Nuno Ponto da Costa, parece algo impossível, não sendo, que não tivesse sido conivente com tais práticas… e isso diz que tendo sido zeloso quanto à “rentabilidade” não foi particularmente activo quanto à defesa da “verdade desportiva”. Pode vestir-se de cinzento, de preto ou de quaisquer outras cores do arco-íris… tenho para mim que, por dentro, nunca deixará de pensar e sentir azul e branco, nem de servir, acima de todos os outros, os interesses do clube que sempre diligentemente serviu.

CAPITULO 2 de 3:

O sucessor dinástico Mário Silvares Figueiredo:
diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és…

Desviado Fernando Gomes para a Federação, muita curiosidade havia quanto à sua sucessão. De um lado António Laranjo com o alegado apoio dos “3 grandes” (que, diga-se a verdade, se desinteressaram destas eleições não tendo feito grande trabalho de “lobby” de outras batalhas) e mais 5 outros clubes da 1ª Liga, do outro um “ilustre desconhecido” surgia com o apoio de clubes com menor capacidade financeira, o advogado Mário Silvares Figueiredo.

Curiosamente venceria o “desconhecido”, sobrando para António Laranjo a surpresa de verificar que dos 8 votos certos da 1ªLiga apenas nele votaram 7, e que do propalado voto “em bloco” dos clubes da Liga Orangina, também 9 clubes furaram tal sentido de voto… Tudo dito? Não… ainda há mais e com manifesto interesse.

Feito o “Raio X” ao homem que vai liderar os desígnios do Futebol Profissional em Portugal descobre-se que é sócio da sociedade de advogados Gil Moreira dos Santos, Caldeira, Cernadas & Associados, a
GMSCC & Associados. Se daqui nada de transcendente resulta, intensificando a potencia do”Raio X” verificamos que Gil Moreira dos Santos foi “apenas” o advogado que defendeu Jorge Nuno Pinto da Costa no processo “Apito Dourado” (e Pinto da Costa não confiaria nunca a sua defesa a quem não tivesse absoluta certeza de partilhar dos seus ideais e objectivos) e que Adelino Caldeira é um dos Administradores da F.C.P. SAD.

No fundo, temos um ex-Administrador desta Sociedade Anónima Desportiva na cadeira Federativa, e um sócio de outro destes Administradores numa sociedade civil, na cadeira da Liga Profissional. É, no mínimo, interessante a “coincidência”, não?

Pode o alemão, e famoso, “polvo Paul” ter morrido… mas a verdade é que a capacidade de prever (interferir?) resultados estará a salvo no pujante “polvo tuga” que, pujante e sem grandes dificuldades, assegurou uma sucessão dinástica na L.P.F.P. e deu provas de estar bem vivo.

CAPITULO 3 de 3

A linha programática do novo Presidente da Liga:
diz-me o que defendes, digo-te quem serves…

Quem me lê, pode estar por esta altura a pensar que estou viciado na Teoria da Conspiração e que o que me move é o ataque puro e duro ao coração do polvo. Se assim fosse, teríamos as principais medidas programáticas do novo líder da L.P.F.P. para me desmentir, contudo quais foram as suas grandes bandeiras eleitorais? O alargamento da 1ªLiga para 18 clubes e a negociação conjunta dos direitos televisivos.

A quem serve o alargamento da 1ª Liga? À competitividade do futebol nacional certamente que não é, pelo contrário, essa certamente recomendaria à redução para número inferior aos actuais 16 clubes, com um quadro competitivo diferente. Em minha opinião, com 12 clubes (22 jornadas) de época regular) e um “play-off” entre os seis primeiros (para o titulo) e outro entre os demais (luta pela permanência) gerando mais 10 jornadas. O alargamento para 18 clubes, a deliberar (entenda-se aprovar) em sede da Liga onde os clubes votantes querem tentar aumentar as probabilidades de estar no escalão principal, mais do que as receitas de 4 jornadas adicionais (com muitos jogos com assistências medíocres de menos de mil espectadores) parece destinado a servir para que o polvo incremente o número de “clubes satélite” onde semeia treinadores e jogadores, que lutam como gladiadores contra (quase) todos os clubes que não a “casa-mãe”.

A quem serve a negociação conjunta dos direitos televisivos? Certamente a todos os clubes menos aquele que gera, por si próprio e pela representatividade demográfica, muito mais de 60% ou70% das receitas do futebol lusitano e que está em fase crucial da sua negociação, falo naturalmente do Sport Lisboa e Benfica (“S.L.Benfica”). Já os outros “2 grandes” têm acordos de relativo longo prazo pelo que nunca ficarão a perder, assim como todos os demais que receberão igualmente mais se no “bolo” estiverem todas as receitas, inclusivamente as geradas pelo S.L.Benfica.
O alargamento, em função de quem o vota, parece-me uma intenção irreversível…faltando garantir, a bem da verdade desportiva, que em 2011/12 desçam duas equipas (premissa vigente na 1ª jornada e única forma de garantir o “não relaxamento diferenciado” em equipas perante uns e outros adversários) e que apenas em 2012/2013 se inicie uma temporada com o número de equipa que a L.P.F.P. decida e a F.P.F. ratifique.

Já quanto aos direitos de transmissão televisiva e a possibilidade da sua negociação conjunta, parece-me neste momento um "canto de sereia" que serviu um fim eleitoral concreto mas que terá, manifestamente, poucas probabilidades de ocorrer.

Certo certo é que “o polvo não dorme” e com esta, bem orquestrada, movimentação de cadeiras, assegura não só as “cadeiras de sonho” da L.P.F.P. e da F.P.F, mas também o domínio sobre a Disciplina e a Arbitragem, para além de fazer crescer o numero de clubes “cartelizados” que, a troco de empréstimo de jogadores (e treinadores) se vende…

É o futebol à imagem do país. Descredibilizado.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ANTEVISÃO DO S.L.Benfica - Santa Clara - Taça da Liga 18.01.2012

Depois da vitória em Guimarães, o S.L.Benfica recebe na 2ª jornada, do Grupo B, da fase de grupos da Taça da Liga, o Clube Desportivo Santa Clara.

Actualmente 10º classificado da Liga Orangina, o clube açoreano atravessa um momento menos positivo fruto de 5 derrotas nos seus 6 ultimos compromissos oficiais (no fim-de-semana passada empatou, em casa, a 2 golos com  a Naval).

Os comandados do tecnico Bruno Moura (filho do conhecido fisioterapeuta Rodolfo Moura) sofreram golos nas suas ultimas 8 partidas e jogam agora em casa do lider da 1ª liga, campeão em título do trofeu em disputa, e que apresenta como cartão de visita o facto de ter até ao momento marcado, esta temporada, em todos os seus jogos oficiais... a que acrescem 17 golos nas ultimas 4 partidas.

Sem poder contar com os seus habituais laterais:  Nelson (que acabou expulso na ultima partida) e Guilherme (indisponivel), o técnico deverá colocar os médios Lourenço na esquerda e Grilo na direita, sendo de crer que não mexerá na dupla de centrais constitúída habitualmente por Llic (sérvio) e Sandro (brasileiro).

Se repetir a escolha do jogo da 1ª Jornada da Fase de Grupos, na visita aos Barreiros, o sérvio Stefanovic, habitual titular na Liga Orangina, deverá ser titular na baliza, podendo contudo Bruno Moura querer desta feita premiar o francês Brice, implementando a rotação dos seus guarda-redes. Parece pouco provável, mas não deixa de ser uma possibilidade.

Jogue o Santa Clara em 4x3x3 ou em 4x4x2 - e em ambos os casos no momento da perda de bola dará a ideia que a equipa actuará em 4x5x1 - o técnico Bruno Moura dificilmente abrirá mão de 3 dos seus médios mais utilizados:Edgar, Pacheco e André Simões.

Se em 4x4x2, é provavel que a este meio campo se junte Minhoca, que será menos ofensivo que Alex, a outra opção. Se em 4x3x3, Alex parece levar vantagem por conseguir subir e recuar com maior velocidade.

No apoio ao ponta-de-lança brasileiro Sylvestre (outras opções serão Moreira e Dincic) deverá aparecer o cabo verdiano Platini, sendo que também o próprio Moreira pode desempenhar a função de apoio ao homem mais adiantado.

Sem estar em perigo de descer mas com a vida complicada quanto à ambicionada subida ao escalão principal, os comandados de Bruno Moura terão neste jogo um dos principais (o principal?) momentos da sua temporada pelo que,não obstante a senda de resultados recentes pouco abonatórios,  apresentar-se-ão na sua máxima motivação... e com isso deve Jorge Jesus contar.

Do lado do Sport Lisboa e Benfica as grandes duvidas serão essencialmente: quem será o 2º português a lançar no 11 (considereando que Eduardo será o guarda-redes titular)? E será Gaitan (agora recuperado de lesão) um dos titulares? E na ausênciade Luisão (por opção) e Garay (por lesão) quem acompanhará Jardel no eixo da defesa?

Se Nelson Oliveira for titular, muito provavelmente o seu apoio directo será Rodrigo, podendo igualmente Saviola aparecer nessa função... Contudo, caso Jorge Jesus lance Luís Martins (no habitual lugar de Emerson) ou André Almeida (na posição de Maxi Pereira), então já Rodrigo pode ser o homem mais adiantado com Saviola no seu apoio.

Caso Gaitan seja mesmo titular conforme Jesus indiciou no final do jogo com o Vitória de Setubal, então será natural que ocupe a direita deixando para Bruno Cesar (ou Nolito) a esquerda, completando-se o quarteto do meio-campo com Javi e Witsel num duplo pivot de oposição/transição, cabendo ao espanhol actuar em frente ao quarteto defensivo e Witsel ser, pelo meio, o municiador de jogo para Nelson Oliveira e Rodrigo (ou Saviola).


Com a crise, com o frio e com um regulamento pouco apaixonante nesta competição, que "empurra" para as meias-finais os clubes mais fortes do futebol lusitano, a grande dúvida será mesmo perceber quantos adeptos benfiquistas não resistirão a marcar presença na Luz, esta 4ªfeira, sabendo-se que depois dos magnificos 56.155 espectadores presentes no fim-de-semana passado frente ao Vitória de Setubal, prepararão, os adeptos, nova enchente no próximo domingo na recepção ao Gil Vicente.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A UEFA pediu a remoção das imagens nos balneários de Alvalade

O propósito deste POST não é fazer juízos de valor mas tão somente permitir aos mais desatentos perceber de que imagens, colocadas nos corredores de acesso aos balneários que servem as equipas que visitam o Estádio Alvalade XXI, se fala na imprensa.

Não são imagens da beleza do futebol. Não são imagens que estimulem o "fair-play". Não são imagens de grandes atletas que conquistaram o seu lugar na história dessa instituição de relevo nacional que é o Sporting Clube de Portugal. Não são imagens de desportivismo nem de bom receber.

São apenas e só aquilo que a foto documenta... deixo para cada um a respectiva interpretação, mas parece-me sinceramente que quando o Sporting se quer, insistentemente, afirmar como um clube diferente pela positiva, não será ateando fogos em casa alheia nem forrando os seus corredores com imagens desta estirpe que o fará...  A rever.

ANTEVISÃO DO S.L.Benfica x Vit.Setúbal - 15ª Jornada da LIga ZON SAGRES - dia 14.01.2012

A 15ª e última jornada da Liga Zon Sagres , época 2011/12, coloca frente a frente, na Luz, um Benfica moralizadíssimo pela liderança isolada na prova e pelo pecúlio de 13 golos marcados e apenas 2 sofridos nos seus últimos 3 compromissos, perante um Vitória de Setúbal, 12º classificado, que vem de 3 empates consecutivos (todos 1-1 com Feirense, Nacional e Académica), que não vence para o campeonato desde a Jornada 7 (vitória caseira sobre Rio Ave pior 2-1) e que curiosamente apenas perdeu 1 (em Guimarães por 3-0 à 11ªJornada) dos seus últimos 5 jogos. O favoritismo pende pois todo para os comandados de Jorge Jesus que recebem em casa um adversário que, sob as ordens de Bruno Ribeiro, em 14 Jornadas perdeu 6, empatou 5 e apenas venceu por 3 vezes, tendo sofrido 20 golos e marcado apenas metade, o que lhe confere o “estatuto” de pior ataque da Liga.
Relativamente ao que esperar da constituição das equipas para esta partida, as duvidas serão maiores do lado do Vitória de Setúbal do que do S.L.Benfica.

Apesar das ausências de Javi Garcia (que viu 5º amarelo na Liga) e, eventualmente, de Pablo Aimar, o Benfica será claramente favorito para esta partida, não se esperando grandes alterações no 11 que goleou, na Marinha Grande, a União de Leiria por 4-0. Apesar de em risco de exclusão, Maxi Pereira e Emerson deverão continuar a formar o quarteto defensivo com Luisão e Garay, resguardando Artur que manterá a absoluta titularidade. Matic deverá juntar-se a Witsel no miolo com as alas entregues a Bruno César (direita) e Nolito (esquerda), podendo o brasileiro actuar na esquerda se se comprovar a recuperação e utilização de Gaitan à direita. Cardozo será certamente titular e em seu apoio directo poderão estar Aimar (se recuperar a 100%), Rodrigo (como frente à União de Leiria) ou Saviola (com sucedeu na recepção ao Rio Ave).

Partindo do principio que Bruno Ribeiro não abdicará de dispor a sua equipa em 4x2x3x1 (como fez genericamente todo o campeonato, incluindo nas deslocações a Alvalade e ao Dragão) e que o mercado de inverno não empobrece a capacidade deste Vitória (fala-se muito nas saídas do guarda-redes Diego – atleta sadino actualmente com maior mercado – e do experiente defesa central Anderson do Ó) acredito que o seu 11 base não estará longe do seguinte:

Na baliza estará, se entretanto não rumar a outro destino, o guarda-redes DIEGO, muito seguro, sempre bastante concentrado e capaz de “defesas impossíveis”. É o único totalista da equipa, acumulando 1.260 minutos decorrentes das 14 partidas já disputadas. Caso a sua saída se verifique até sábado, MATOS parte na frente de RICARDO (que foi fundamental no triunfo sadino por 3-1 na Taça da Liga perante o Estoril, 3-1), sendo que nenhum destes tem para já  qualquer minuto jogado nesta edição da 1ª Liga.

Nas laterais da defesa, MIGUELITO estaria seguramente à esquerda se não tivesse visto o 5º amarelo na recepção à Briosa que o impede de jogar na Luz nesta 15ª Jornada. O experiente esquerdino é 2º jogador mais utilizado esta época por Bruno Ribeiro acumulando 1.257 minutos nas 14 jornadas que disputou. Assim, na esquerda deverá estar, salvo qualquer adaptação (do brasileiro Bruno Gallo, por exemplo), o português IGOR de 27 anos (utilizado na função, por exemplo, frente ao Feirense) e na direita aparecerá o brasileiro MICHEL, que parece ter, para já, vencido a luta pela titularidade a NEY SANTOS. De notar que em jogos de maior nível de exigência Bruno Ribeiro utilizou Miguelito na esquerda do meio-campo sadino, ocupando IGOR a lateral esquerda, possibilidade esfumada para esta partida com o castigo de Miguelito. Também a utilização de KIKO, como defesa esquerdo é uma possibilidade com igual probabilidade de acontecer, ele que que se estreou na Liga na última jornada - com exibição agradavel e a pedir sequência - em terrenos mais adiantados normalmente pisados por José Pedro (então lesionado).

A dupla de centrais deverá continuar a cargo do capitão e guerreiro de sempre RICARDO SILVA e de ANDERSON DO Ó, ele que tem sido o “melhor de Amigo” e fiel escudeiro do guarda-redes sadino já que são inúmeros os jogos em que é imaculada a sua actuação (normalmente imperial pelo ar e muito arrojado e decidido pelo chão). Esta dupla actuou junta em 12 das 14 partidas já jogadas plo Vitória, somando ambos os jogadores mais de 1.000 muinutos nesta edição da Liga, o que atesta do seu estatuto na equipa.

À frente do quarteto defensivo, e para o “duplo-pivot” que confere consistência e equilíbrio ao meio-campo sadino existem cinco candidatos para 2 vagas. Se em boas condições físicas, HUGO LEAL (normalmente o “mastro” da equipa e homem que marca os tempos de saída do ataque do Vitória) e BRUNO AMARO (médio de grande disponibilidade, costuma ser o primeiro a “cerrar os dentes” na luta pela recuperação da bola e aquele que, após recuperado o esférico procura dar forma real aos desejos atacantes da equipa), serão os mais prováveis titulares. Ambos actuaram já por 12 vezes esta época.
Num segundo patamar e também candidato à titularidade para esta zona do terreno estará BRUNO GALLO (titular, por exemplo, na última partida em que foi tacticamente útil a fechar mas pouco audaz na hora de construir), sendo outras opções menos prováveis TENGARRINHA (titular contra Rio Ave e Marítimo nas 7ª e 8ª Jornadas, em que actuou sempre muito próximo dos defesas e foi mais um terceiro central do que uma efectiva peça do meio-campo) e GONÇALO DIAS (que teve os 5 minutos de estreia na Liga na ultima jornada).

Mais adiantados no terreno em relação a este “duplo-pivot”, e em apoio ao homem mais adiantado, estarão muito provavelmente três muito experientes portugueses: JOSÉ PEDRO pela esquerda (se entretanto plenamente recuperado da lesão que o afastou da convocatória na ultima jornada), o sempre veloz e repentista JORGE GONÇALVES pela direita (autor do golo da equipa na ultima jornada e que a par de Diego e Miguelito compõe o trio de jogadores utilizados em todos os jogos do Vitória, na Liga, esta temporada) e pelo meio, em apoio ao ponta-de-lança, o tecnicista NECA (2º melhor marcador da equipa na Liga com 2 golos, ambos de penalty, obtidos nas 13 partidas em que actuou).

Como outras opções para estes 3 lugares, pode o técnico Bruno Ribeiro chamar sem surpresa os jovens KIKO (se não for lançado a defesa esquerdo, e como aposta segura caso José Pedro não recupere ou, mesmo que recupere, se o técnico privilegiar a irreverência e acutilância deste jovem, à maior experiência e poder de fogo do experiente ex-belenenses), PEDRO MENDES (que aporta sempre vivacidade, pela direita, ao ataque sadino, agitando-o e revigorando-o como fez, por exemplo, na 10ª e 12ª jornadas contra o Gil Vicente e o Feirense), BRUNO SEVERINO (claramente o 12º jogador desta equipa, ele que foi lançado em 8 partidas como suplente, sempre pela pela esquerda – Feirense, Gil Vicente, Marítimo, Beira-Mar, etc. – mas sempre na fase final do jogo, como se comprovam pelos 215 minutos de utilização, sem que consiga explanar o seu reconhecido talento) ou GONÇALO GRAÇA (lançado com bons pormenores, por exemplo, no jogo frente ao Marítimo, é um extremo que sobe bem mas ainda comete vários erros defensivos).

Para a posição que neste esquema entrego a Neca (que dá sinais de perder alguma disponibilidade física de outrora) pode o técnico Bruno Ribeiro lançar, o igualmente municiador de muito jogo do jogo atacante sadino, o brasileiro CLAUDIO PITBULL que, ainda que não estando no seu auge de forma, foi determinante (sobretudo pela raça e objectividade que conferiu ao jogo) na última jornada (sublime o passe para Jorge Gonçalves fuzilar o guarda-redes Academista) ou RAFAEL LOPES (estreado na Liga na visita ao Dragão) que é um jogador de muita entrega ao jogo e que costuma ser um bom apoio ao homem mais avançado, trazendo normalmente boas ideias ao jogo sadino. A esses movimentos de predador – foi dele o golo de cabeça (mal) anulado no primeiro minuto do jogo da última jornada frente à Académica - alia ainda muita intensidade e boa capacidade de pressão alta.

Na frente, como homem mais adiantado, Bruno Ribeiro pode lançar o próprio Rafael Lopes (como fez contra a Académica na ultima jornada), o próprio Claudio Pitbull (jogou nessa posição no Dragão com Neca nas suas costas) ou, mais provavelmente, o português JOÃO SILVA (melhor marcador da equipa com 3 golos e que actuou nessa posição em Alvalade, em Leiria, nos Barreiros e nas recepções a Feirense, Gil Vicente e Rio Ave, para citar alguns exemplos), o qual costuma dar muito trabalho aos centrais adversários, pelo que luta e pelo que corre na procura de espaços. João Silva, avançado de 21 anos e 1,89 de altura, formado na Vila das Aves, pertence aos quadros do Everton, tendo na temporada passada rodado em Leiria,sido este ano emprestado pelos ingleses ao Vitória de Setubal.
Se pretender converter o seu sistema táctico em 4x4x2, não será de estranhar que Bruno Ribeiro faça Bruno Amaro (ou Bruno Gallo) passar do “duplo-pivot” mais central para a direita do meio-campo (ou aí colocar Pedro Mendes), colocando em apoio a João Silva (ou Rafael Lopes) o brasileiro Claudio Pitbull ou promovendo a subida de Jorge Gonçalves (ou Rafael Lopes). Na esquerda do meio-campo, em 4x2x3x1 ou 4x4x2 estarão sempre, creio, José Pedro ou Kiko (neste caso o defesa lateral esquerdo deverá ser Igor).
Se apostar em 4x3x3 – possível na visita à Luz – pode ainda o técnico sadino, mantendo o quarteto defensivo, e abdicando de Bruno Amaro, colocar na zona intermédia Neca (mais à direita), Hugo Leal (ao centro) e José Pedro (na esquerda, como sempre) e à sua frente os alas Jorge Gonçalves (sempre pela direita) e Kiko (pela esquerda) no apoio a João Silva (ou Rafael Lopes, ou Pitbull). Neste desenho, pode também aparecer Cláudio Pitbull como flanqueador pela esquerda, à frente de José Pedro (jogou assim na recepção ao Paços de Ferreira). Se quiser manter Bruno Amaro neste desenho, é natural que este ocupe a esquerda do meio campo, fazendo subir José Pedro (ou Kiko, neste caso com Igor a lateral) para a sua frente (mantendo Jorge Gonçalves à direita).

No histórico de confrontos entre estas equipas para o campeonato nacional, em 126 partidas o S.L.Benfica venceu 89 (71%), perdeu (13%) e empatou 21 /17%). Se olharmos para tais confrontos em casa do S.L.Benfica, tal superioridade é ainda maior, verificando-se que em 63 partidas este venceu 55 (87%), empatou 6 (10%) e perdeu apenas por 2 (3%) ocasiões.

Para encontrar uma vitória sadina para a Liga, na Luz, teríamos que recuar a 30 de Agosto de 1987 quando os homens treinados pelo inglês Malcom Allison, venceram por 1-0 (golo madrugador de Aparício aos 2 minutos de jogo) o S.L.Benfica comandado pelo Dinamarquês Ebbe Skovdhal, logo à 2ª Jornada dessa edição da competição.

A mais recente vitória dos homens do Sado sobre o S.L.Benfica representou para os primeiros o seu penúltimo troféu: a Taça de Portugal 2004/2005 (depois disso venceriam a Taça da Liga ao Sporting C.P. em 2007/08), conquistada no Jamor, com resultado de 2-1, virando o 1-0 de Simão Sabrosa com golos de Manuel Jose e Meyong, e assim impedindo a “dobradinha” dos segundos, campeões nessa época com Giovanni Trapattoni.

Nas duas ultimas temporadas, o Vitória de Setúbal visitou o S.L.Benfica à 3ª Jornada e foi brindada com 3-0 (na época passada 2010/11 com golos de Cardozo, Luisão e Aimar) e 8-1 (na época anterior 2009/10 com tentos encarnados de Javi, Aimar, Ramires, Nuno Gomes e “hat-trick” de Oscar Cardozo, e golo de honra sadino apontado por Helder Barbosa aos 90’).

São pois pratos da balança claramente pendentes para o líder do campeonato, o qual deverá encontrar dura resistência adversária, sobretudo até que consiga abrir o marcador. Tais dificuldades serão acrescidas para os comandados de Jesus se o Vitória de Setúbal sair na frente do marcador, contrariando a sua fraca apetência para marcar golos fora esta temporada (apenas 3: 2 em Olhão e 1 na Choupana). Ainda assim, mesmo perante tal cenário, será crível que, empurrados certamente por uma mais que provável muito bem composta casa, os anfitriões somem os 3 pontos em disputa.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

FUTEBOLISTAS: os melhores (L'Equipe) e os mais bem pagos de 2011 (Forbes)... ou como o marketing ilude o rendimento.



Pouco depois do jornal L’ Equipe ter publicado o seu “ONZE de 2011”, a saber:

Neuer (B. Munique); Daniel Alves (Barcelona), Piqué (Barcelona), Vidic (M. United) e Marcelo (Real Madrid); Xavi (Barcelona), Busquets (Barcelona) e Iniesta (Barcelona); Silva (M. City), Ronaldo (Real Madrid) e Messi (Barcelona)

a revista Forbes publicou o seu “TOP 10” dos jogadores mais bem pagos do Mundo (salários, patrocínios e contratos de publicidade) durante este ano que findou.

Nenhuma delas constitui verdadeira surpresa para quem acompanha o “desporto-rei” já que tanto uns (os de maior rendimento) como os outros (os mais bem pagos) são sobejamente conhecidos. No 11 do L’Equipe pontificam, de facto, jogadores que tiveram grande rendimento no ano findo, pelo que não se estranha que nesse 11 pontifiquem nada menos que seis jogadores do Barcelona, que tiveram um ano em cheio (campeões de Espanha, campeões europeus e vencedores do Mundial de clubes, além das Supertaças de Espanha e da Europa).

Surpresa, ou talvez não, é o facto que, ao contrário do que seria lógico, estas listas não se interceptem tanto quanto seria de esperar… sendo que em 2011 apenas 2 nomes, incontornáveis do futebol da actualidade, constam de ambas: Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, 2º e 3º, respectivamente, no TOP 10 dos mais bem pagos jogadores de futebol.

Curiosamente, se Messi, fruto do seu talento natural e do rendimento colectivo do Barcelona, se tem superiorizado, nos títulos e honrarias, à capacidade atlética de Cristiano Ronaldo, o português bate o argentino em popularidade e mediatismo. Dois jogadores diferentes, sim… e dois produtos da indústria do futebol igualmente diferentes. Cristiano, mais extrovertido e com uma vida particular mais sujeita a atenção da “imprensa não desportiva” é o jogador com mais seguidores no Facebook, contando com mais de 37 milhões de fãs. Não custa pois perceber que com o seu salário milionário no Real Madrid e os fabulosos contratos com a Armani, Coca-Cola, Castrol e Nike tenha atingido os 29,4 m€ em 2011. Messi (o actual melhor jogador do Mundo) é, apesar dos títulos colectivos e individuais, mais introvertido e menos explosivo, e como tal um produto em que as marcas não investem tanto, quedando-se pelos 24,7 m€, fruto da remuneração que lhe paga o Barcelona e dos contratos publicitários com a Dolce & Gabanna, Pepsi e Adidas.

Que Messi e Ronaldo estejam em ambas as listas (Forbes e L’Equipe) nem se questiona, é natural. A verdadeira questão é outra: não deveriam ser “os mais bem pagos” aqueles que, comprovadamente, “maior rendimento” têm tido nos últimos anos? A resposta inocente e pueril seria um redundante “sim”, mas a elevação dos jogadores de futebol a “Deuses” subverte a lógica da Meritocracia. O “marketing”, e também uma sociedade que (não obstante a crise) se focaliza mais no “ter” do que no “ser”, viabilizam que os “marketers” apostem nos mediáticos “profissionais da bola” para venderem os seus produtos. Com sucesso.

David Beckham é o exemplo supremo desta realidade. Nunca foi (em Manchester, no Real Madrid ou no Los Angeles Galaxy) um jogador extraordinário… Há mesmo quem diga, com alguma razão, que é o jogador que mais ganha por cada passe lateralizado que faz ou por cada canto ou livre que bate… e no entanto voltou a ser em 2011 o jogador que mais auferiu (muito por força dos contratos com a Adidas e com a Samsung) ao encaixar 30,9 milhões de euros (m€), sendo neste momento, e apesar do triunfo na Major League Soccer (“em terra de cego quem tem olho…”), mais uma marca (que se estime valer 169,7 m€) do que um jogador de futebol de alto rendimento. A sua imagem vale claramente mais do que a sua qualidade desportiva. Prova-o ter recusado recentemente ingressar no PSG (com um vencimento mensal de 800 mil euros) onde poderia voltar a ser um jogador de futebol "a sério" (lutando esta temporada pelo título francês e na próxima época marcando presença na Liga dos Campeões), para continuar a ser, tudo indica, uma "Pop Star".

Beckham não é, contudo, caso único de jogadores que auferem muito mais do que o seu rendimento actual justifica. Que fazem hoje no futebol internacional, para justificarem presença no TOP 10 da Forbes, jogadores como Ronaldinho Gaúcho
(de volta ao Flamengo mas ainda sem lugar no “escrete”), Thierry Henry (desterrado nas ultimas temporadas, como Beckham, no pouco cotado futebol norte americano, este ao serviço do New York Red Bulls, e que agora regressa ao “seu” Arsenal para uma segunda metade da temporada 2011/12 sem grandes perspectivas de titularidade) ou Frank Lampard (actual suplente de luxo de André Villas Boas) ??? Pouco, muito pouco…ou nada. Sejamos claros: são jogadores com lugar na história do futebol moderno, é certo, mas que actualmente auferem em função do que fizeram e do que o seu nome é enquanto marca e não em resultado daquilo que produzem por estes dias nos relvados.

No entanto em 2011, Ronaldinho (considerado duas vezes o melhor jogador do mundo) ainda conseguiu (na pujante economia Brasileira que vai resgatando as suas glórias) auferir 18,6 m€ e ser o 5º mais bem pago do Mundo; já Thierry Henry conseguiu ser 6º ao encaixar 16,2 m€ (mesmo já sem o contrato com a Gillette findo em 2010) não sentindo dificuldades, diz-se, para comprar uma casa em Nova Iorque avaliada em 11,5 m€ (…); e, por fim, Frank Lampard, já sem “levar o Chelsea às costas” ou ser seu titular absoluto, ainda auferiu 13,1 m€ (dos quais “apenas” 8,5 m€ em salários) cotando-se como o 9º mais bem pago do ano.

Um outro grupo de futebolistas – ainda no topo das suas capacidade futebolistas mas cuja produção em 2011 não foi particularmente brilhante – está no TOP 10 da Forbes sem ter sequer rendimento para estar nos suplentes do 11 do L’Equipe. Falo de Kaká (4º), Wayne Rooney (7º), Zlatan Ibrahimovic (8º) e Samuel Eto'o (10º). O brasileiro Kaká, que fruto de várias complicações físicas não é titular do Real Madrid de Mourinho, auferiu 19,3 m€, boa parte certamente por ter sido o rosto da capa do popular jogo EA Sports FIFA Soccer (do qual a FIFA vendeu 100 milhões de unidades). Rooney, que mantém acordos com a Nike e a a Electronic Arts, ficou a dever, consta por aí, ao seu irascível feitio a perda de um contrato que o elevaria ao nível de Beckham, quedando-se por isso por um “modesto” rendimento anual de 15,5m€ ao serviço do Manchester United. O também temperamental sueco Ibrahimovic auferiu este ano, com a camisola do AC MIlan, cerca de 13,1 m€ (ele que está avaliado em mais de 45m€). Finalmente o camaronês Eto’o (eleito quatro vezes o prémio de melhor jogador africano) que depois de trocar Barcelona por Inter de Milão trocou os italianos pelos (modestos mas endinheirados) russos do Anzi - num contrato que certamente lhe permitirá subir algumas posições em 2012 – foi em 2011 o ultimo da lista Forbes com “apenas” 11,6m€, pouco mais que 1/3 do auferido por Beckham… pois.


Marketing e Rendimento, duas realidades bem distintas do futebol, como decorre da listagem da Forbes que se recapitula:

1 - David Beckham - 30,9 milhões de euros
2 - Cristiano Ronaldo - 29,4 milhões de euros
3 - Lionel Messi - 24,7 milhões de euros
4 - Kaká - 19,3 milhões de euros
5 - Ronaldinho - 18,6 milhões de euros
6 - Thierry Henry - 16,2 milhões de euros
7 - Wayne Rooney - 15,5 milhões de euros
8 - Zlatan Ibrahimovic - 13,1 milhões de euros
9 - Frank Lampard - 13,1 milhões de euros
10 - Samuel Eto'o - 11,6 milhões de euros

Duas notas finais: i) numa altura em que pela Europa e pelo Mundo a crise económica se faz sentir de forma tão acentuada, dá que pensar como podem existir entidades que remunerem, nesta ordem de grandeza, as suas maiores individualidades; ii) não se culpe o futebol por esta prática quando no TOP 25, também da revista Forbes, dos atletas mais bem pagos do Mundo o futebol apenas coloca 4 atletas, a saber:

01. Tiger Woods (Golfe): US$ 75 milhões
02. Kobe Bryant (Basquetebol): US$ 53 milhões
03. LeBron James (Basquetebol): US$ 48 milhões
04. Roger Federer (Ténis): US$ 47 milhões
05. Phil Mickelson (Golfe): US$ 46,5 milhões
06. David Beckham (Futebol): US$ 40 milhões
07. Cristiano Ronaldo (Futebol): US$ 38 milhões
08. Alex Rodriguez (Baseball): US$ 35 milhões
09. Michael Schumacher (Fórmula 1): US$ 34 milhões
10. Lionel Messi (Futebol): US$ 32.3 milhões
11. Fernando Alonso: 32 milhões de dólares
12. Rafael Nadal: 31.5 milhões de dólares
13. Valentino Rossi: 31 milhões de dólares
13. Tom Brady: 31 milhões de dólares
15. Lewis Hamilton: 30 milhões de dólares
16. Derek Jeter: 29 milhões de dólares
17. Dale Earnhardt Jr.: 28.5 milhões de dólares
18. Yao Ming: 27.7 milhões de dólares
19. Dwight Howard: 27.6 milhões de dólares
20. Dwyane Wade: 26.2 milhões de dólares
21. Peyton Manning: 26.1 milhões de dólares
22. Ichiro Suzuki: 26 milhões de dólares
23. Carmelo Anthony: 25.1 milhões de dólares
24. Kaká (Futebol): 25,2 milhões de dólares
25. Manny Pacquaio: 25 milhões de dólares

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ANTEVISÃO ao União de Leiria x S.L.Benfica - 14ª Jornada da LIga ZON SAGRES - dia 8.01.2012

Fechado o ano de 2011 com goleada (5-1) sobre o Rio Ave de Carlos Brito e iniciado o novo ano de 2012 com nova goleada (1-4) em Guimarães sobre os comandados de Rui Vitória, o Benfica de Jorge Jesus tem marcado para o próximo Domingo novo confronto com um conceituado, e muito experiente, técnico português: Manuel Cajuda, o terceiro técnico nesta época da União de Leiria.
Trata-se de um regresso de Manuel Cajuda à União de Leiria, equipa que treinou na época 2002/2003, acabando o campeonato no quinto lugar (numa equipa onde pontificavam Helton, Fernando Aguiar, Bilro, João Manuel, Douala, Maciel e Hugo Almeida) tendo chegado, também, à final da Taça de Portugal, perdida então (por 1-0 marcado por Derlei) para o F.C.Porto de José Mourinho, no ano em que o Benfica (de Jesualdo Ferreira) e o Sporting (de Laszlo Boloni) foram prematuramente eliminados da Taça nos seus redutos pelos modestos Gondomar e Naval1º de Maio.
A “raposa táctica” Cajuda, que não trabalhava em Portugal desde que deixou o Vitória de Guimarães durante a pré-época 2009/2010, estreou-se na 7ª Jornada da Liga frente ao SC Braga (vitória por 1-0 com golo de Luís Leal), sucedendo a Vítor Pontes que esteve apenas três jogos ao leme da equipa entre a 4ª e a 6ª Jornadas (vitória em Aveiro, derrota em casa com Marítimo e derrota em Olhão), depois de ter substituído Pedro Caixinha que nas primeiras 3 jornadas averbou outras tantas derrotas.
No final da 6ª Jornada, a União de Leiria era 15ª classificada com os 3 pontos da vitória alcançada na estreia de Vitor Pontes. Pela mão de Cajuda, nas 7 jornadas seguintes averbou 3 vitórias (todas caseiras perante Braga, Setúbal e Guimarães) e 4 derrotas fora (Vila do Conde, Alvalade, Barcelos e Santa Maria da Feira), num registo que faz desta equipa a única que ainda não empatou no campeonato. Fruto destes resultados a União de Leiria é, à partida para a 14ª Jornada, a 13ª classificada, com 12 pontos, apenas 1 ponto acima da linha de água, precisando desesperadamente de pontos.
Naturalmente que a recepção ao S.L.Benfica, não sendo um “jogo do seu campeonato”, não pressiona a equipa de Cajuda já que qualquer ponto conquistado será sempre 1 ponto mais do que as previsões iniciais "das suas contas", o mesmo não se passando com a equipa de Jorge Jesus que jogará apostada na manutenção da liderança, eventualmente isolada consoante o resultado do clássico entre Sporting e F.C.Porto de sábado.
Sendo um “camaleão táctico” que normalmente dispõe a sua equipa muito em função do adversário – misturando, com muita experiência e arte, o respeito entre os seus próprios princípios de jogo e a teia que seja capaz de manietar as principais armas da equipa contrária – nunca é fácil antever que equipa apresentará Cajuda. Esse é contudo o exercício que procuro fazer.
Tendo em conta:
Ø  As saídas recentes:
o   do polivalente médio André Almeida (que regressou ao S.L.Benfica – diz-se que para colmatar a eminente saída de Ruben Amorim) utilizado em 11 partidas da Liga (10 como titular);
o   do central Diego Gaucho (que regressou ao Brasil para o Santa Cruz) que era um dos comandantes da defesa, um autêntico pronto socorro que compensava muito bem os companheiros da defesa e que foi titular em 11 jogos dos 13 já realizados;
o   do central Yvan Erichot envolvido num processo disciplinar;
o   do lateral/médio esquerdo Maykon que após 2 épocas brilhantes no Paços de Ferreira 2009/10 e 2010/11 trocou a Mata Real pelo Lis, com quem acaba de rescindir devido a alegados incumprimentos financeiros por parte do clube;
Ø  Que a equipa tentará colmatar com as entradas de:
o   do médio Alphousseyni Keita, de 26 anos, que volta a ser companheiro de Marcos Paulo com quem jogou na equipa francesa do Le Mans em 2008/2009, na altura orientada pelo treinador português Paulo Duarte;
o   do central Diego Alemão, brasileiro de 21 anos que representava o Paraná, da série B do Brasil, e cuja larga margem de evolução, força física e qualidade nos lances aéreos foram determinantes na sua escolha e contratação;
o 11 de Manuel Cajuda, provavelmente em 4 x2 x 3 x 1para dar musculo ao seu meio campo e dificultar as transições adversárias (como fez na recepção ao Guimaraes) - não andará longe do seguinte:
Na baliza estará Gottardi, guarda-redes que chegou e Leiria na época 2010/11 e que nesta temporada jogou 11 das 13 jornadas já realizadas, titular absoluto desde a 3ª Jornada, quando ganhou a titularidade a Luiz Carlos que jogou as primeiras duas rondas do campeonato.

A dupla de centrais provável será composta por Edson e Marco Soares. O primeiro, deve regressar após ausência na última jornada por lesão e o segundo, pode voltar a ser adaptado nessa posição que não é a sua, como aconteceu nas últimas duas jornadas. Marco Soares esteve 13 meses e meio lesionado, tendo voltado contra o Guimarães fazendo uma exibição soberba, sem uma única falha no centro da defesa, anulando Edgar e demais vimaranenses. Apenas a eventual recuperação de Hugo Alcântara para o jogo – ele que esta semana intensificou os treinos  na procura do seu melhor ritmo – pode ditar que este faça parceria com Edson, libertando Marco Soares para a luta do meio-campo. A Diego Alemão certamente faltarão ainda treinos suficientes de conjunto para um jogo com este grau de exigência pelo que não deve ser opção no onze.
Na lateral esquerda deverá estar Patrick, um lateral bastante atrevido, que com a saída de Maykon (usado em 11 partidas) assumiu maior protagonismo no grupo, tendo contudo a sombra de Shaffer que quer conquistar a titularidade. Grande golo (e conquista de 3 pontos) foi o cartão-de-visita que deixou em Aveiro (4ª Jornada) este argentino, de 26 anos, emprestado pelo Benfica. À direita deverá estar o lateral português Ivo Pinto que é por esta altura o jogador do plantel com mais minutos de utilização (1.080) equivalentes a 12 jogos, ele que é muito aguerrido a atacar e forte a defender, jogando fácil e sem se expor habitualmente ao erro.
Mantendo o pressuposto que Manuel Cajuda jogará em 4 x 2 x 3 x 1, à frente do quarteto defensivo estarão provavelmente – se o regresso de Hugo Alcantara para central não libertar Marco Soares para o meio campo – os portugueses Tiago Terroso e Manuel Curto. Terroso, dotado de um belo pé esquerdo, não sendo fisicamente muito forte é um jogador muito activo - um lutador - tacticamente muito evoluído e que ajuda a fechar muito bem o flanco esquerdo. Curto, é o “patrão”. É o homem que faz a equipa mexer. Um operário que, dotado de excelente sentido posicional, corre todos o meio campo, partindo muitas vezes dele os lances de ataque organizado da equipa.
À frente deste duplo-pivot deverão estar o canhoto Leo (à esquerda), Marcos Paulo (à direita) e Elvis (pelo meio). Destes 3, Leo é o de maior vocação ofensiva, muito veloz e com movimentações inteligentes tornando-se num jogador bastante difícil de marcar. Foi dele o golo que derrotou o Guimarães na 12ª Jornada. Elvis é um jogador mais lento, mais cerebral. Sendo muito bom tecnicamente é um excelente apoio aos homens mais avançados, sobretudo quansdo entra pela direita, não se estranhando que tenha participado em todos os 13 jogos desta União na presente Liga, 9 dos quais como titular. Se Manuel Cajuda quiser alguém que segure mais a bola e seja menos vertical pode (durante o jogo ou logo de inicio) lançar, nessa posição central, o brasileiro Cacá, já utilizado em 5 partidas esta temporada. À direita, Marcos Paulo é um “incansável tanque” que fecha com rigor a asa direita da equipa, articulando-se muito bem com Ivo Pinto sempre que o lateral sobre, e fá-lo amiúde. É peça importante da equipa tendo sido titular em 11 das 13 jornadas já realizadas.
Outras opções para este trio de apoio ao avançado podem ser o português Luís Leal e o brasileiro Jô, chegado esta época ao campeonato português, proveniente da Juventus…de Rio Branco no Brasil. Luís Leal, emprestado à União pelo Estoril Praia, é um jogador que aporta muita velocidade e vivacidade ao ataque da equipa de Cajuda, sobretudo pela esquerda, ele que é destro e que faz diagonais para o interior muito intencionais. Tem 9 jogos como suplente utilizado e 2 como titular, sendo por esta altura claramente o 12º jogador desta equipa. Para o flanco oposto, uma aposta possível, diria quase provável, é que entra muito bem pela asa direita mas que é um jogador ainda pouco dado ao trabalho táctico de ajuda a fechar espaços.
Na frente da ataque deverá estar o rápido e forte cabo verdiano Djaninyque consta estar já comprometido com o S.L.Benfica para a próxima época – e que é a referência de ataque da equipa, titular em 12 jogos. Outra opção para o eixo do ataque é Bruno Moraes, se recuperado de recente intervenção cirúrgica ao nariz, ele que é um avançado menos possante, mas igualmente incomodo porque foge bem aos centrais. Participou em 8 jogos desta liga, 5 como suplente utilizado, sendo actualmente o melhor marcador da equipa com 3 golos (2 de grande penalidade).
Se Marco Soares não tiver que ser adaptado a central, pode juntar-se este a Tiago Terroso ou Manuel Curto à frente do quarteto defensivo.
 
Caso Cajuda opte por jogar mais aberto no ataque, ou a isso seja forçado durante a partida, pode organizar a sua equipa em 4 x 4 x 2, como fez recentemente na recepção ao Vitória de Setubal, e nesse caso (mantendo o quarteto defensivo) poderá ajustar Tiago Terroso para a esquerda, recuar no terreno Marcos Paulo à direita, deixando o corredor central para Manuel Curto (mais recuado) e Elvis, ouCacá (mais adiantado). Na frente, a acompanhar Djaniny poderia então escolher para a titularidade entre Elvis (com a vantagem de este saber ocupar espaços mais recuados quando a equipa perca a bola) ou Leo (podendo, durante a partida, refrescar o ataque da equipa com os flanqueadores Luís Leal e Jô e a referência na área que pode ser BrunoMoraes).

Note-se que a eventual recuperação de Hugo Alcantará poderá ser decisiva para esta opção, pois nessa situação, poderia Cajuda contar com Marco Soares para o vértice inferior deste losango e permitir subir Manuel Curto para o vértice mais adiantado.

Certo é tratar-se de um grupo muito homogéneo e trabalhador que, não obstante as 2 mudanças de treinador já verificadas (de Caixinha para Pontes e deste para Cajuda) e o impacto das alegadas dificuldades financeiras da SAD Leiriense, se bate galhardamente contra todos os adversários. Se a este grupo solidário de homens juntarmos a tradição de Manuel Cajuda (um técnico com muitos anos de ofício e MBA em "matreirice futebolistica aplicada") em criar dificuldades aos 3 grandes, teremos certamente um conjunto interessante que poderá causar dificuldades aos comandados de Jorge Jesus,que jogam para manter a liderança.

O clássico de sábado ente Sporting e F.C.Porto em Alvalade? Perguntem a Cajuda e a Jesus qual o jogo mais importante da 14ª jornada… Certamente ambos responderão que será o seu confronto aprazado para domingo pelas 18h15.