Depois de um motivante e moralizador empate no Estádio da Luz, no arranque da Liga Zon Sagres 2012/13, o Sporting de Braga enfrenta, esta quarta-feira à noite (19h45) no Estádio AXA, em Braga, a Udinese na primeira mão do "play-off" de acesso à fase de Grupos da Liga dos Campeões.
Se a candidatura ao título nacional é assumida com alguma parcimónia pelos arsenalistas, a verdade é que a presença na fase de grupo da Champions – onde estiveram em 2010/11 comandados por Domingos, de onde saíram relegados para a Liga Europa chegando à final – será a mais importante das metas a atingir.
Percebe-se o porquê: só a presença no “play-off” renderá 2,1 milhões euros e o “prémio” de entrada na fase de grupos cerca de 8,6 milhões (sem publicidade, sem bilheteira e sem o “market pool” televisivo a dividir com FCPorto e SLBenfica)... e aí: cada empate valerá meio milhão e cada vitória um milhão. Noutros termos, ultrapassar a Udinese cobrirá as despesas do actual plantel para esta temporada e viabilizará todo o investimento necessário à continuação do processo de crescimento consolidado do Braga de António Salvador.
Quis o sorteio que à equipa que talvez mais tenha personificado nos últimos anos, em Portugal, o pragmatismo e cinismo do futebol transalpino tenha calhado precisamente o terceiro classificado da última Serie A, de quem Peseiro e Custódio guardam tristes de recordações (quando ao serviço do Sporting em 2005 foram derrotados por estes, precisamente no acesso à Champions).
Não por acaso, na antevisão à partida, o técnico português deu como receita a necessidade de muita “paciência, rigor e ponderação», sendo essencial “não perder o controlo emocional em nenhum momento do jogo”, pois pode ser fatal.
A Udinese de 2011/12 foi das que melhor interpretou o sistema da defesa a 3– que como se percebe é de elevadíssima exigência táctica (sobretudo pelo que implica defensivamente) – o qual, em muitas fases dos encontros, se converte num bloco defensivo a 5, com o recuo dos laterais. Recuperada a bola, os laterais sobem, reforçam o meio campo e integram-se ofensivamente, pelos flancos, na manobra da equipa.
No onze habitual da brilhante época passada pontificavam: o guarda-redes esloveno Samir Handanovic (reforçou agora o Inter), três defesas fortíssimos (Danilo, Domizzi, Benatia); dois laterais de “muito pulmão e rigor táctico” (normalmente Basta e Pasquale), um meio campo fortíssimo (com Pinzi, mais recuado e o duo Asamoah-Isla a gerirem as subidas e recuos; e uma dupla atacante letal (Floro Flores-Di Natale). Normalmente em 3x52 - com o sucesso que o 3º posto evidencia (apenas atras de Juventus e Milão) - a Udinese surpreendeu alguns adversários com uma mutação simples para 3x4x1x1 (com Abdi nas costas de Di Natale).
Dessa Udinesse 2011/12, é verdade que já não constam três titulares indiscutíveis: o guarda-redes esloveno Samir Handanovic (reforçou o Inter) e a dupla formada pelo camaronês Kwadwo Asamoah e o chileno Mauricio Isla (ambos transferidos para a Juventus)... nem figuram as mais regulares “muletas de DiNatale” Abdi e Floro Flores.
Percebe-se o porquê: só a presença no “play-off” renderá 2,1 milhões euros e o “prémio” de entrada na fase de grupos cerca de 8,6 milhões (sem publicidade, sem bilheteira e sem o “market pool” televisivo a dividir com FCPorto e SLBenfica)... e aí: cada empate valerá meio milhão e cada vitória um milhão. Noutros termos, ultrapassar a Udinese cobrirá as despesas do actual plantel para esta temporada e viabilizará todo o investimento necessário à continuação do processo de crescimento consolidado do Braga de António Salvador.
Quis o sorteio que à equipa que talvez mais tenha personificado nos últimos anos, em Portugal, o pragmatismo e cinismo do futebol transalpino tenha calhado precisamente o terceiro classificado da última Serie A, de quem Peseiro e Custódio guardam tristes de recordações (quando ao serviço do Sporting em 2005 foram derrotados por estes, precisamente no acesso à Champions).
Não por acaso, na antevisão à partida, o técnico português deu como receita a necessidade de muita “paciência, rigor e ponderação», sendo essencial “não perder o controlo emocional em nenhum momento do jogo”, pois pode ser fatal.
A Udinese de 2011/12 foi das que melhor interpretou o sistema da defesa a 3– que como se percebe é de elevadíssima exigência táctica (sobretudo pelo que implica defensivamente) – o qual, em muitas fases dos encontros, se converte num bloco defensivo a 5, com o recuo dos laterais. Recuperada a bola, os laterais sobem, reforçam o meio campo e integram-se ofensivamente, pelos flancos, na manobra da equipa.
No onze habitual da brilhante época passada pontificavam: o guarda-redes esloveno Samir Handanovic (reforçou agora o Inter), três defesas fortíssimos (Danilo, Domizzi, Benatia); dois laterais de “muito pulmão e rigor táctico” (normalmente Basta e Pasquale), um meio campo fortíssimo (com Pinzi, mais recuado e o duo Asamoah-Isla a gerirem as subidas e recuos; e uma dupla atacante letal (Floro Flores-Di Natale). Normalmente em 3x52 - com o sucesso que o 3º posto evidencia (apenas atras de Juventus e Milão) - a Udinese surpreendeu alguns adversários com uma mutação simples para 3x4x1x1 (com Abdi nas costas de Di Natale).
Dessa Udinesse 2011/12, é verdade que já não constam três titulares indiscutíveis: o guarda-redes esloveno Samir Handanovic (reforçou o Inter) e a dupla formada pelo camaronês Kwadwo Asamoah e o chileno Mauricio Isla (ambos transferidos para a Juventus)... nem figuram as mais regulares “muletas de DiNatale” Abdi e Floro Flores.
Contudo, a manutenção da equipa técnica - chefiada por Francesco Guidolin (inicia a 3ª época consecutiva no clube) - e da sua filosofia de jogo, somada à manutenção da generalidade das suas unidades nucleares e aos reforços de qualidade indiscutível - como são o guarda redes (ex Siena) Zeljko Brkic, os médios Willians
e Maicosuel (criativo de apoio ao avançado) e os avançados Luis Muriel (colombiano, ex-Lecce) e Federico Laurito (argentivo, ex-Deportivo Cuenca) – são razões suficientes para que os Bracarenses se obriguem a jogar o seu melhor futebol para que o “pote de ouro” seja uma realidade e não uma lírica miragem.
A verdade, diga-se, é que este Sporting de Braga parece ter argumentos suficientes para ultrapassar os italianos... desde que seja fiel a si próprio e evidencie os indices técnicos-tácticos-fisicos dos seus melhores dias.
A verdade, diga-se, é que este Sporting de Braga parece ter argumentos suficientes para ultrapassar os italianos... desde que seja fiel a si próprio e evidencie os indices técnicos-tácticos-fisicos dos seus melhores dias.
Em relação à convocatória do empate na Luz, Baiano é a maior novidade na lista de convocados de Peseiro, que deverá apresentar o mesmo onze, eventualmente com as inclusões de Helder Barbosa (no lugar de Ruben Amorim), Nuno André Coelho (no lugar de Douglão) e, eventualmente, de Ruben Micael (no lugar de Mossoró).
A partida – certamente interessante - será transmitida na TVI e terá a arbitragem do alemão Wolfgang Stark, de 42 anos.
A partida – certamente interessante - será transmitida na TVI e terá a arbitragem do alemão Wolfgang Stark, de 42 anos.

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